O ex-deputado federal Nilson Leitão (PP-MT), que atualmente ocupa a vice-presidência do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), afirmou nesta segunda-feira, 06/07, que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) “está preparadíssima” para compor a chapa do pré-candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada durante entrevista concedida na manhã de hoje e coloca ainda mais pressão sobre a definição do nome que acompanhará o parlamentar fluminense na corrida presidencial.
“Ela tem uma habilidade fantástica; consegue conversar com todos os setores do Congresso Nacional e do país. É o tipo de política firme, mas sem perder a ternura, e isso faz diferença num momento de tantos conflitos. A Tereza é uma voz serena, porém firme, e certamente fará grande diferença”, ressaltou Leitão.
Flávio Bolsonaro já sinalizou, publicamente, que prefere uma mulher como companheira de chapa. Para ele, a escolha feminina não se resume a simbolismo: trata-se de reconhecer o número expressivo de lideranças femininas qualificadas que, segundo avalia, podem agregar capital político e eleitoral ao projeto de “resgate do Brasil”.
O pré-candidato, contudo, evita confirmar qualquer nome antes do prazo estipulado: a convenção partidária marcada para 25 de julho. “Não temos ainda como falar ou adiantar; o prazo está acabando”, disse ele em entrevista recente, indicando que a decisão só será anunciada oficialmente na data da convenção.
“Tenho preferência que seja mulher, não pelo fato de ser mulher, mas porque existem muitas mulheres capacitadas que podem somar”, pontuou Flávio, quando questionado sobre o tema.
Nesse cenário, três parlamentares despontam como favoritas. Além de Tereza Cristina, aparecem na lista a deputada Julia Zanata (PL-SC) e a prefeita Simone Marquetto (PP-SP), ambas já citadas por dirigentes que acompanham as negociações internas. Interlocutores próximos de Flávio ponderam que o perfil da vice deverá equilibrar experiência administrativa, alinhamento programático e capacidade de dialogar com diferentes correntes políticas.
Tereza Cristina, ministra da Agricultura entre 2019 e 2022, ostenta currículo robusto na área agropecuária e trânsito livre nos estados do Centro-Oeste, região considerada estratégica na disputa eleitoral. Sua eventual indicação é vista por analistas como forma de reforçar o apoio do setor produtivo à candidatura.
Julia Zanata, por sua vez, desponta como voz atuante em pautas de costumes e segurança pública, enquanto Simone Marquetto, administradora municipal reeleita em Itu, traria experiência de gestão local e capilaridade no interior paulista. Embora os perfis sejam distintos, todos compartilham a condição de lideranças femininas com projeção nacional.
Até 25 de julho, Flávio Bolsonaro seguirá ouvindo conselheiros, partidos aliados e segmentos sociais para bater o martelo sobre quem dividirá palanque com ele. Nos bastidores, a avaliação é de que a confirmação da vice poderá redefinir estratégias de campanha e atrair apoios decisivos, principalmente entre o eleitorado feminino e o agronegócio.
Enquanto a escolha não é formalizada, os nomes cotados mantêm agendas públicas recheadas de encontros com prefeitos, parlamentares e representantes de entidades setoriais, buscando fortalecer seu espaço e demonstrar disponibilidade para a missão. A expectativa é de que a decisão final leve em conta não apenas critérios políticos, mas também a habilidade de construir pontes em um cenário de polarização.
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