Mais de 5,18 milhões de eleitores do Maranhão irão às urnas no primeiro turno, em 4 de outubro. Do total, 52% são mulheres e, entre os que declararam cor/raça, 74,61% se dizem pardos.
O cenário eleitoral no Maranhão estará movimentado em 4 de outubro, data marcada para o primeiro turno das eleições gerais deste ano. O cargo de governador reúne oito nomes, todos oficialmente registrados na Justiça Eleitoral. Eles tentarão conquistar os votos de 5.186.562 eleitores, número que coloca o estado entre os maiores colégios eleitorais do Nordeste.
Do total de votantes aptos, 52% são mulheres e 48% são homens. Entre aqueles que declararam cor ou raça, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa a seguinte distribuição: 74,61% pardos, 13,13% brancos, 10,88% pretos, 0,88% indígenas e 0,5% amarelos. Esses dados retratam a diversidade do eleitorado maranhense e servem de termômetro para as campanhas, que buscam ajustar suas mensagens a diferentes perfis sociais.
Além da escolha do novo chefe do Executivo estadual, os eleitores votarão para deputado federal, deputado estadual, dois senadores, presidente da República, vice-presidente e vice-governador. Cada chapa ao Senado inclui um titular e dois suplentes, compondo o pacote de decisões que o eleitor precisará tomar na cabine de votação.
O segundo turno está previsto para 25 de outubro, caso nenhum postulante ao governo ou à Presidência alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno (excluídos brancos e nulos). Nessa eventualidade, o eleitorado retornará às urnas para definir os cargos ainda indefinidos.
Candidatos ao governo do Maranhão
- André Luís – André Luís Caetano dos Santos (Missão)
- Dimas Cassimiro – Dimas Cassimiro do Nascimento (PCO)
- Eduardo Braide – Eduardo Salim Braide (PSD)
- Felipe Camarão – Felipe Costa Camarão (PT)
- Orleans Brandão – Carlos Orleans Braide Brandão (MDB)
- Reginaldo Lima – Reginaldo Lima Brauno (PCB)
- Roberto Rocha – Roberto Coelho Rocha (PRTB)
- Saulo Arcangeli – Saulo Costa Arcangeli (PSTU)
Os oito concorrentes têm perfis e trajetórias distintas, representando desde legendas com maior presença nacional até partidos menores. As campanhas planejam intensificar agendas de rua, debates e propagandas no rádio e na televisão até a véspera do pleito, buscando consolidar a própria base e atrair eleitores indecisos.
O período oficial de propaganda gratuita encerra-se três dias antes da votação. Até lá, as equipes continuam exibindo propostas sobre saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento econômico, temas que tradicionalmente pesam na decisão do voto maranhense. Analistas consultados por veículos de imprensa consideram que fatores como alianças regionais, desempenho em debates e estratégias nas redes sociais serão determinantes para reduzir ou ampliar a vantagem dos favoritos.
Para votar, o cidadão deve apresentar documento oficial com foto. O uso da biometria continua obrigatório nos municípios já habilitados, reforçando as medidas de combate a fraudes. A apuração eletrônica permanece sob responsabilidade do TSE, que promete divulgar os primeiros resultados poucas horas após o encerramento da votação.
Os próximos dias serão decisivos para que cada campanha convença o eleitorado de sua capacidade administrativa. Caso o pleito siga para o segundo turno, a disputa se polariza entre os dois mais votados, aumentando o nível de exposição pública e a pressão por posicionamentos claros em relação a políticas públicas e alianças.
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