A Europa Ocidental atravessou nesta semana uma onda de calor histórica que empurrou os termômetros para patamares inéditos e pressionou sistemas de saúde, energia e educação em vários países. Autoridades nacionais emitiram sucessivos alertas para a população, enquanto serviços públicos precisaram ser ajustados ou suspensos para reduzir riscos.
Segundo dados consolidados até esta quarta-feira (24/06), ao menos 52 pessoas perderam a vida em decorrência direta das altas temperaturas. A maioria das vítimas foi registrada na França, onde 48 pessoas se afogaram ao buscar alívio em rios, lagos e áreas costeiras. O país também contabilizou a morte de duas crianças por insolação. Na Espanha, dois idosos não resistiram após exposição prolongada ao calor intenso.
A Espanha registrou na terça-feira (23/06) temperatura média nacional de 28,17 °C, a maior já verificada para o mês desde o início das medições em 1950, de acordo com a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet). O órgão acrescentou que três dos dez dias mais quentes de junho ocorreram já nesta onda de calor. Na Cantábria, região pouco acostumada a extremos térmicos, os termômetros apontaram 43,7 °C, novo recorde local.
Na França, o cenário também foi excepcional. Dados oficiais indicaram a maior temperatura média já observada no território francês, enquanto equipes técnicas se mobilizaram para restabelecer o fornecimento de energia em áreas afetadas por apagões temporários provocados pela sobrecarga no consumo elétrico.
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No Reino Unido, o Met Office emitiu um raro alerta vermelho de saúde para grande parte da Inglaterra e do País de Gales. A sinalização máxima de risco levou mais de mil escolas a suspender ou encurtar as atividades, como forma de proteger estudantes e funcionários.
A Itália entrou em estado de atenção reforçada: o Ministério da Saúde colocou 16 cidades em alerta vermelho, entre elas Roma, Milão, Florença e Turim. As previsões apontam temperaturas de até 41 °C em determinados pontos do país nos próximos dias.
Especialistas em climatologia observam que episódios de calor extremo vêm se tornando mais frequentes e intensos no continente. Dados da Aemet revelam que, neste século, o número de dias sob condições de onda de calor na Espanha mais que dobrou em comparação com o período anterior a 2000. Estudos semelhantes em outros países apontam tendência parecida, indicando um desafio crescente para infraestrutura, agricultura e saúde pública europeias.
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