A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu sete pessoas e executou dez mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira, 23 de junho, durante a Operação Parasitas. A investigação apura um esquema de descontos associativos que, segundo os investigadores, eram aplicados sem autorização em contracheques de aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal (GDF).
De acordo com a Divisão de Defraudações e Falsificações, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e três de prisão preventiva no Distrito Federal e em Minas Gerais. Entre os alvos estão três servidores do Banco de Brasília (BRB), citados, mas ainda não indiciados. O delegado Henry Galdino, que dirige a unidade responsável pelo caso, explicou que a participação dos funcionários do banco ainda é analisada.
“Eles não estão indiciados porque não tivemos mandado de prisão para eles, então não posso afirmar, no atual estágio da investigação, que estão efetivamente envolvidos”, afirmou Galdino.
Os investigadores apontam que mais de 3,5 mil contas sofreram descontos médios de R$ 40, gerando um prejuízo inicial calculado acima de R$ 5 milhões. As quantias desapareciam em favor de associações que, segundo a polícia, não possuíam autorização dos beneficiários para efetuar as cobranças.
Atendendo a pedido do Ministério Público do DF, esses descontos foram interrompidos na semana passada, antes mesmo da fase ostensiva da operação. Agora, os agentes trabalham para rastrear o destino dos valores e identificar todos os envolvidos no fluxo financeiro irregular.
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A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, determinou medidas adicionais de controle. Por meio das redes sociais, ela afirmou ter orientado o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, a contratar uma auditoria independente e instalar Processo Administrativo Disciplinar (PAD) dentro da própria pasta.
“O objetivo é ir atrás dos recursos retirados dos servidores e pensionistas do GDF. Determinei, ainda, que a PGDF busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos”, registrou a governadora.
O nome da operação faz alusão a organismos que se alimentam de outros seres vivos: na leitura da Polícia Civil, os investigados agiam como “parasitas” ao retirar, mês a mês, valores essenciais de quem depende de proventos da aposentadoria. As diligências continuam, e novos depoimentos devem ser colhidos nos próximos dias para esclarecer a cadeia de responsabilidades e verificar a possível participação de integrantes de outras instituições financeiras.
Enquanto a apuração avança, aposentados e pensionistas afetados são orientados a conferir seus extratos e relatar qualquer desconto não reconhecido. A Polícia Civil destaca que denúncias podem ser encaminhadas de forma anônima pelo canal oficial 197.
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