Mais um homem apontado como envolvido no atentado que feriu gravemente o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos morreu durante intervenção da corporação em Peruíbe, no litoral sul paulista. A ocorrência foi registrada na noite de quinta-feira, 02/07, e confirmada por fontes policiais nesta sexta-feira, 03/07.
De acordo com o boletim, o morto foi identificado como Elenilson Misael da Silva, o “Galego”, suposto integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as equipes que atuaram na operação, ele reagiu quando os agentes tentaram abordá-lo.
“A Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o tenente Pimentel. As equipes foram ao local para averiguar denúncia de participação indireta no crime. Durante a abordagem, o indivíduo reagiu armado contra os policiais e foi atingido”, informou nota da corporação.
A morte de “Galego” ocorre um dia após outro suspeito ser baleado em Guaianases, zona leste da capital. Naquele caso, os agentes também relataram troca de tiros. Ambos os episódios acontecem no rastro das investigações que buscam identificar e capturar todos os participantes do ataque a Pimentel.
O atentado ocorreu no sábado, 27/06, quando o tenente aguardava a abertura do semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Dois homens em uma motocicleta emparelharam com a moto do policial e dispararam várias vezes. Pimentel foi socorrido pelo helicóptero Águia e permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
No domingo, 28/06, dois suspeitos de fornecer apoio logístico aos atiradores foram presos temporariamente. A Polícia Militar divulgou que já identificou o homem que teria efetuado os disparos; ele continua foragido.
Para o secretário estadual da Segurança Pública, Nico Gonçalves, o crime foi cuidadosamente arquitetado.
“As investigações mostram que um dos envolvidos monitorava a casa do tenente havia cerca de três meses. Isso aconteceu há uns três meses”, declarou o secretário.
As diligências prosseguem com apoio de unidades especializadas da PM e da Polícia Civil. Fontes do comando da Rota informam que outras prisões podem ocorrer a qualquer momento, já que equipes estão em campo no litoral, na Grande São Paulo e no interior do Estado.
Até agora, a linha de investigação mais forte aponta que o ataque tenha sido motivado por retaliação de facção criminosa às ações da Rota em áreas onde o tráfico de drogas mantém interesses. A corporação, contudo, ainda não descarta outras hipóteses e mantém sob sigilo detalhes de perícia balística e análise de imagens de câmeras de segurança.
Enquanto isso, o estado de saúde de Ronickson Pimentel é considerado estável, mas inspira cuidados. Médicos informaram que ele passou por cirurgias para conter hemorragias internas e aguarda evolução clínica nas próximas 48 horas.
Familiares e colegas de farda organizaram corrente de orações e destacaram o histórico do tenente, de 32 anos, há oito na Rota. A corporação reforçou o apoio psicológico à família e reiterou que não medirá esforços para esclarecer o caso.
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