O cenário eleitoral da Paraíba já está definido para o pleito deste ano. Seis candidaturas foram oficializadas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estarão disponíveis nas urnas eletrônicas em 4 de outubro, data do primeiro turno. Segundo dados da Justiça Eleitoral, 3.247.397 eleitores paraibanos poderão votar. Entre eles, as mulheres representam 53% e os homens, 47%.
As estatísticas de cor ou raça também foram detalhadas: 62,05% do eleitorado se autodeclarou pardo; 29,15% branco; 7,6% preto; 0,68% indígena e 0,52% amarelo. Esses números compõem o retrato demográfico de quem decidirá o futuro político do estado pelos próximos quatro anos.
A exemplo das demais unidades da Federação, o eleitor paraibano escolherá deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. O voto para o Executivo estadual conta apenas com um candidato a vice-governador na mesma chapa. Caso nenhum concorrente ao Palácio da Redenção alcance mais da metade dos votos válidos – exclusão feita a brancos e nulos – um segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
Além de avaliar propostas, o eleitor tem pela frente uma decisão que poderá impactar áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. O governador é o responsável direto por formular políticas públicas, enviar projetos de lei à Assembleia Legislativa e administrar um orçamento anual que, na Paraíba, passa da casa dos bilhões de reais.
Desde a promulgação da Constituição de 1988, a eleição direta para os Executivos estaduais acontece a cada quatro anos, sempre em sintonia com o processo presidencial. Por isso, analistas consideram que a disputa local costuma ser influenciada tanto por temas regionais quanto pelo cenário nacional.
Candidatos ao governo da Paraíba
- Camilo Duarte – Camilo Sobreira Duarte Filho (PCO)
- Cícero Lucena – Cícero de Lucena Filho (MDB)
- Efraim Filho – Efraim de Araújo Morais Filho (PL)
- Lucas Ribeiro – Lucas Ribeiro Novais de Araújo (PP)
- Pedro Coutinho – Pedro Jorge Coutinho Guerra (DC)
- Yuri Ezequiel – Yuri Ezequiel de Lima Silva (UP)
Os nomes aparecem em ordem alfabética, conforme a sequência registrada na urna. As campanhas ainda podem veicular programas de rádio, televisão e internet, seguindo o calendário definido pelo TSE. As agendas de rua, carreatas e debates estão autorizadas, desde que respeitadas as normas eleitorais, sobretudo aquelas voltadas à transparência de gastos e à prestação de contas.
O Brasil adota o sistema de votação eletrônica desde 1996. Na Paraíba, as urnas serão distribuídas em milhares de seções eleitorais espalhadas pelos 223 municípios. Para quem estiver fora do domicílio eleitoral, a possibilidade de justificar a ausência continua válida, tanto presencialmente quanto por aplicativo.
Com a proximidade da data decisiva, órgãos de controle e segurança pública preparam esquemas especiais para garantir tranquilidade nas zonas eleitorais. Já a Justiça Eleitoral reforça a importância de o cidadão conferir local de votação, documentação necessária e sequência de votos, que começa com deputado federal e termina com presidente.
Independentemente do resultado, a posse do próximo governador paraibano ocorrerá em 1º de janeiro do ano seguinte, cumprindo mandato até 31 de dezembro do quarto ano subsequente, conforme estabelece a legislação vigente.
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