O partido Missão anunciou que antecipou sua convenção nacional e, HOJE, segunda-feira (20), oficializou Renan Santos como candidato à Presidência da República. A reunião interna, realizada de forma reservada em Brasília, substituiu a data inicialmente fixada para 1º de agosto.
Em nota distribuída à imprensa, a sigla explicou que a mudança de calendário foi solicitada pela equipe de segurança do presidenciável. A preocupação, segundo o partido, foi garantir a presença de efetivo da Polícia Federal no ato de lançamento público da campanha, que segue marcado para 1º de agosto.
O próprio Renan Santos confirmou a informação e afirmou que a precaução está ligada a episódios recentes de intimidação atribuídos a facções criminosas. O pré-candidato relatou ter deixado o Ceará após receber mensagens ameaçadoras e, na volta a São Paulo, ter sido novamente alvo de pressões.
“Nós decidimos antecipar a convenção para evitar aglomerações desnecessárias e para que a equipe de segurança trabalhe com mais tranquilidade no dia 1º de agosto”, declarou Renan.
O político relatou ainda que, durante uma agenda no Rio de Janeiro, ouviu novas ameaças supostamente vindas do Comando Vermelho (CV). As ocorrências foram registradas junto às autoridades competentes, e o partido afirma que a investigação segue sob sigilo.
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Apesar do ambiente tenso, a direção partidária avalia que a candidatura torna-se mais robusta ao ganhar tempo para articular apoios regionais. Nas palavras da executiva nacional, a oficialização antecipada “dá segurança jurídica” às alianças que estão sendo acertadas nos estados.
O ato de 1º de agosto, mantido em local ainda não divulgado por questões de segurança, reunirá lideranças, filiados e simpatizantes. Nesse dia, Renan Santos fará o primeiro discurso público como candidato registrado e apresentará o chamado Livro Amarelo, documento que concentra as linhas-mestras do programa de governo.
Segundo a legenda, o material aborda cinco eixos: segurança pública, economia, educação, infraestrutura e reforma do Estado. Cada capítulo trará propostas de curto, médio e longo prazos, além de metas quantitativas.
Renan Santos, que já presidiu a fundação partidária do Missão, despontou no cenário político nacional ao defender um “Estado que proteja e liberte”, conforme costuma repetir em entrevistas. A partir de hoje, ele inicia uma série de reuniões com coordenadores estaduais para alinhar a estratégia de campanha que será detalhada no próximo mês.
A homologação feita nesta segunda-feira encerra o calendário interno obrigatório previsto pela legislação eleitoral. Com a chapa definida, o partido concentra esforços para arrecadar recursos por meio do fundo eleitoral e de doações de pessoas físicas, além de negociar espaços em coligações proporcionais nos estados.
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