O calendário eleitoral de 2026 chega a uma etapa decisiva HOJE, 20 de julho, quando têm início, em todo o país, as convenções partidárias. Até 5 de agosto, legendas, federações e coligações vão se reunir para transformar pré-candidatos em candidatos oficiais às eleições municipais de outubro. A maratona de encontros internos marca o fim do período de articulação que ocorre nos bastidores desde o ano passado e inaugura a corrida formal rumo às urnas.
Pela legislação eleitoral, as convenções funcionarão como a última instância de discussão interna. Dirigentes estaduais e municipais aprovam ou rejeitam nomes, definem chapas majoritárias, composições proporcionais e firmam acordos que, muitas vezes, reposicionam alianças locais. Embora a partir de HOJE os escolhidos possam usar o título de “candidato”, eles ainda permanecem impedidos de pedir votos de maneira explícita, já que a campanha só começará após o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Esse registro, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deve ser feito até 15 de agosto. Somente após essa etapa, a propaganda eleitoral ficará liberada, o que ocorrerá a partir de 16 de agosto. Até lá, candidatos e partidos precisam observar regras rígidas: nada de outdoors, jingles em carros de som ou publicações que contenham o tradicional “vote em mim”. A legislação autoriza, no entanto, que o político apresente seu histórico, participe de debates internos e divulgue propostas de maneira “informativa”, sem menção direta ao pedido de voto.
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A fase de convenções costuma concentrar não apenas o anúncio de nomes, mas também negociações sobre tempo de rádio e TV, distribuição de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e definição de coordenadores eleitorais regionais. É nesse período que alianças improváveis ganham forma e que divergências internas podem vir à tona. Analistas políticos avaliam que, quanto mais consensual a convenção, menor o risco de contestações judiciais subsequentes.
Especialistas também lembram que o calendário apertado exige agilidade na formalização de atas e no envio dos documentos para os cartórios eleitorais. Falhas burocráticas podem levar ao indeferimento de candidaturas, situação que, em anos anteriores, já alterou o cenário de diversas disputas locais. Por isso, partidos mobilizam equipes de advogados ELEITORAIS e contadores para garantir que todos os requisitos sejam cumpridos dentro dos prazos.
Com a largada dada HOJE, os próximos 17 dias prometem intensa movimentação em diretórios e palanques improvisados. O país entrará, de fato, em clima de eleição apenas em meados de agosto, quando jingles, carros de som e debates ganharão as ruas e as redes sociais. Até lá, a atenção de eleitores e observadores políticos se volta às convenções, que dirão quem ficará na linha de partida para tentar conquistar a preferência do eleitorado em outubro.
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