O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou, na tarde de 20/07, seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições presidenciais de 2026. A decisão foi sacramentada durante convenção nacional realizada em Brasília, com a presença de delegados de todo o país e de lideranças de movimentos sociais alinhados ao partido.
No encontro, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, comemorou a construção da aliança e citou a convergência programática entre legendas de esquerda e centro-esquerda como fator decisivo para o fechamento do acordo.
“Estamos unindo forças para enfrentar projetos que representam retrocessos. A militância pedetista quer ver o Brasil avançar em direitos sociais, emprego e renda”, declarou Lupi.
Luiz Inácio Lula da Silva participou da solenidade, agradeceu pela confiança dos pedetistas e voltou a defender compromissos que, segundo ele, devem nortear o debate eleitoral: combate às desigualdades, transição ecológica e fortalecimento da democracia.
“Os grandes desafios nacionais exigem coalizões amplas. A entrada do PDT nessa caminhada nos dá ainda mais fôlego para dialogar com a sociedade brasileira”, afirmou o pré-candidato.
Embora já tenha sinalizado intenção de disputar a reeleição, Lula continua na condição de pré-candidato até que o Partido dos Trabalhadores (PT) realize sua convenção, marcada para 02/08. Até lá, a coligação permanece em fase de ajustes administrativos e jurídicos.
A convenção pedetista aprovou também diretrizes para o programa de governo conjunto, que prevê a retomada de investimentos públicos em infraestrutura, ampliação do acesso ao ensino técnico e superior, e políticas de estímulo à inovação. Questões ambientais e de sustentabilidade ganharam capítulo específico, com promessas de metas de redução de emissões de carbono e incentivos à economia verde.
Nos próximos dias, outras legendas definirão seus rumos eleitorais. O calendário divulgado pela Justiça Eleitoral aponta as seguintes datas: Partido Liberal (PL) em 25/07; Partido Social Democrático (PSD) em 26/07; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido Novo (Novo) em 27/07; Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 30/07; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Partido Verde (PV) em 31/07; Missão e Partido da Causa Operária (PCO) em 01/08; além de PT e Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 02/08.
Com o posicionamento formal do PDT, o campo progressista amplia sua base e aguarda os próximos passos de aliados potenciais. A consolidação da chapa majoritária, bem como definição de vice e formação de palanques estaduais, deve entrar em pauta assim que as demais convenções encerrarem seus trabalhos.
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