O Partido Democrático Trabalhista (PDT) anunciou, nesta segunda-feira, 20 de julho, que apoiará a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. A decisão, tomada por unanimidade durante convenção nacional em Brasília, faz da sigla a primeira a oficializar, em ata, a adesão ao projeto do Palácio do Planalto para 2026.
O encontro reuniu dirigentes, parlamentares e delegados estaduais e contou com a presença de Lula. Ao lado da presidente interina do partido, deputada federal André Figueiredo, o chefe do Executivo agradeceu o gesto político e afirmou que a aliança “reforça a agenda de desenvolvimento com inclusão social”. A reunião encerrou-se com a execução do hino partidário e aplausos prolongados.
Entre os bastidores, o movimento foi interpretado como estratégico: o PDT busca ocupar espaço na futura composição de governo e, ao mesmo tempo, pacificar divergências internas após as derrotas ao Planalto em 2018 e 2022, quando lançou o ex-governador cearense Ciro Gomes como candidato.
Ciro, que migrou recentemente para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), disputará o governo do Ceará em 2026 numa coligação que inclui o Partido Liberal (PL), legenda do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Analistas veem na mudança de sigla um realinhamento regional que deverá influenciar o cenário nacional.
“A escolha do PDT é política e estratégica; não abrimos mão de nossas bandeiras, mas compreendemos o momento histórico”,
declarou o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator do documento aprovado.
“Em breve sonharemos em ver o PT apoiando um projeto capitaneado pelo PDT”,
completou o parlamentar, fazendo aceno a uma possível inversão de papéis no futuro.
Nos próximos dias, outras siglas aliados do governo deverão referendar o nome de Lula em suas convenções. Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) têm data marcada para 2 de agosto, quando, segundo dirigentes, lançarão oficialmente o petista. A federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade também incluiu o apoio em sua pauta.
Já o Partido Socialista Brasileiro (PSB), do vice-presidente Geraldo Alckmin, confirmou que comporá a chapa majoritária. O formato definitivo da coligação deve ser protocolado no Tribunal Superior Eleitoral até o prazo limite de 15 de agosto.
O calendário eleitoral prevê ainda a divulgação do plano de governo em fins de setembro e o início oficial do horário gratuito de rádio e televisão em outubro. Até lá, o movimento liderado pelo PDT servirá de termômetro para medir a coesão da base lulista e o alcance de novas adesões.
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