O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, informou nesta terça-feira (21) que a guerra travada contra o Irã já consumiu US$ 37,5 bilhões, montante que corresponde a aproximadamente R$ 190,8 bilhões pelo câmbio atual. O número representa um salto de quase 30% em relação à última projeção do próprio governo norte-americano, que era de US$ 29 bilhões.
“A estimativa que temos hoje é de 37,5 bilhões”,
afirmou Hegseth durante audiência em uma comissão do Senado dos EUA dedicada ao orçamento militar. Na sessão, o secretário defendeu o pedido da administração Trump por um acréscimo orçamentário de US$ 67 bilhões (cerca de R$ 340 bilhões) ao Pentágono, alegando que os custos operacionais e logísticos da campanha no Oriente Médio se elevaram desde a retomada dos combates.
A ofensiva começou em 28 de fevereiro, quando forças norte-americanas se uniram a Israel em ataques coordenados contra alvos militares iranianos. Um cessar-fogo firmado em abril interrompeu temporariamente as hostilidades, mas a trégua ruiu no início de julho. Desde então, a violência escalou de forma inédita, com trocas diárias de fogo e episódios frequentes de tensão no mar.
O Estreito de Ormuz, ponto por onde circulava quase um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos antes do conflito, voltou a registrar bloqueios e incidentes. A passagem chegou a ser reaberta sob o acordo de paz preliminar, mas Teerã restabeleceu barreiras navais após a retomada das ações militares. Em resposta, os Estados Unidos restituíram o bloqueio aos portos iranianos que havia sido suspenso durante as negociações.
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A Guarda Revolucionária do Irã anunciou no último sábado (18 de julho) ter detido, com apoio de drones e mísseis, quatro navios que, segundo os militares iranianos, tentavam cruzar o estreito sem autorização. Dois petroleiros teriam explodido depois de colidirem com minas navais, ainda de acordo com os comunicados emitidos por Teerã.
Analistas apontam que a escalada ameaça não apenas o abastecimento global de petróleo, mas também a estabilidade de rotas comerciais estratégicas. Empresas de transporte marítimo e seguradoras já contabilizam alta nos prêmios de risco para cargas que precisam passar pela região.
No Congresso norte-americano, parlamentares questionaram Hegseth sobre o impacto de um eventual prolongamento da guerra nas contas públicas. O secretário reiterou que o Departamento de Defesa mira “resultados rápidos”, mas admitiu que a extensão e a complexidade do teatro de operações exigem recursos adicionais.
Enquanto isso, diplomatas europeus buscam reativar canais de diálogo entre Washington e Teerã, na tentativa de restabelecer o cessar-fogo de abril. Até o momento, contudo, não há previsão de nova rodada de negociações diretas.
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