Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado HOJE, 01/07, apontou que 52,3% dos entrevistados dizem desaprovar o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na condução do país. O número, embora elevado, representa leve oscilação negativa em relação à rodada anterior, realizada em 26/04, quando 53% registraram desaprovação.
Do outro lado, 45,9% afirmaram aprovar a gestão do chefe do Executivo federal. Em abril, essa taxa estava em 47%. A variação confirma um cenário de estabilidade, mas com tendência de erosão gradual na base de apoio verificada nas primeiras medições de 2026.
Quando a pergunta se volta à percepção geral sobre o governo, 48,3% classificaram a administração como “ruim” ou “péssima”, contra 39,7% que a consideram “ótima” ou “boa”. A avaliação negativa recuou 2,7 pontos percentuais na comparação com abril (era 51%), enquanto a positiva cedeu igualmente (era 42%). Esse movimento abriu espaço para o crescimento da fatia que define o governo como “regular”, que passou de 7% para 12%.
O estudo ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30/06, por meio de recrutamento digital aleatório. A amostra segue margem de erro estimada em um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. Como determina a legislação eleitoral, a sondagem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral em 25/06, sob o protocolo BR-04582/2026.
Os dados sugerem que, apesar da leve recuperação no índice de rejeição, a avaliação favorável também perdeu fôlego, sinalizando uma polarização consolidada entre apoiadores e críticos. Analistas políticos observam que fatores como inflação resistente, debates sobre reforma tributária e recente queda de braço com o Congresso podem ter influenciado a percepção pública.
Embora a aprovação permaneça abaixo de 50%, o Planalto ainda conta com parcela significativa de eleitores que consideram a gestão positiva. O governo aposta em entregas de programas sociais e avanço de obras de infraestrutura para recuperar terreno nos próximos meses, enquanto a oposição intensifica a narrativa de que as promessas de campanha ainda não se traduziram em resultados concretos.
Especialistas afirmam que pesquisas deste tipo funcionam como termômetro importante para o Palácio do Planalto calibrar discurso e prioridades. A equipe de articulação política já monitora indicadores regionais da mesma sondagem, que revelam maior desaprovação no Centro-Oeste e no Sul, contrastando com índices mais acomodados no Nordeste.
Com um ano eleitoral para prefeituras em curso, partidos aliados acompanham esses números para avaliar estratégias de coalizão e distanciamento. Discrepâncias nas curvas de aprovação podem influenciar a disposição de líderes locais em usar a imagem do presidente em material de campanha.
O levantamento Atlas/Bloomberg deverá ser sucedido por novas rodadas trimestrais, oferecendo série histórica que permitirá identificar tendências mais robustas. Até lá, o Planalto trabalhará para transformar a queda na percepção ruim em estímulo para reconquistar terreno – missão que dependerá, em grande parte, da performance da economia e da capacidade de comunicação das ações do governo.
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