A nova rodada do levantamento Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (1º), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conserva vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um possível segundo turno da eleição presidencial de 2026. O petista aparece com 48,8% das intenções de voto, enquanto o parlamentar registra 42,3%. Os números mantêm o cenário de polarização, mas mostram diferença de 6,5 pontos percentuais entre os dois principais nomes.
“Lula registra 48,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 42,3%”, resume o relatório da empresa de pesquisa política.
O estudo testou outros confrontos diretos e, em todos, Lula também surge à frente. Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente obtém 48%, ao passo que o adversário anota 39%. Em um embate com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o placar fica em 48,2% a 38,5%. Já diante de Renan Santos, presidente do Partido Missão e fundador do Movimento Brasil Liberal (MBL), Lula soma 49,2%, contra 28,9% do concorrente.
No recorte de primeiro turno, o instituto mediu diferentes formações de disputa. Na simulação mais ampla, o chefe do Executivo lidera com 46,3%, seguido por Flávio Bolsonaro (36,6%) e Renan Santos (7,8%). Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (2,9%), Romeu Zema (2%), Joaquim Barbosa (1%), Aécio Neves (0,7%), Samara Martins (0,6%), Augusto Cury (0,5%), Cabo Daciolo (0,3%) e Rui Costa Pimenta (0,1%).
Em uma segunda configuração testada, Lula chega a 47,2%, mantendo a dianteira. Nesta hipótese, Flávio registra 36,3%, Renan Santos repete 7,8%, Caiado sobe para 3,1%, Zema marca 3%, e Joaquim Barbosa atinge 1,2%.
A coleta de dados ocorreu de 26 a 30 de junho e ouviu 4.999 eleitores por recrutamento digital aleatório em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi efetuado em 25 de junho sob o número BR-04582/2026.
A pesquisa chega em momento em que partidos consolidam estratégias e buscam alianças visando à corrida pelo Planalto. Analistas políticos observam que, mesmo três anos antes da eleição, a disputa já apresenta contornos bem definidos, repetindo a polarização que marcou pleitos recentes. A distância registrada hoje, porém, ainda pode variar conforme o cenário econômico, eventual desempenho do governo e a capacidade dos nomes da oposição ampliarem sua projeção nacional.
No bloco de centro-direita, atores como Caiado e Zema testam espaço, mas por ora permanecem distantes dos dois primeiros colocados. Já Renan Santos, recém-egresso da militância de movimentos de rua para a arena partidária, figura como terceira via mais competitiva, embora ainda precise superar barreiras de capilaridade e de reconhecimento.
O Atlas/Bloomberg seguirá monitorando a evolução do quadro eleitoral em relatórios periódicos ao longo do ano, permitindo acompanhar eventuais oscilações de intenção de voto à medida que agendas econômicas, parlamentares e judiciais avancem.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









