O mais recente levantamento do instituto Real Time/Big Data, divulgado nesta terça-feira (21), aponta cenário acirrado para uma eventual disputa presidencial de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o instituto, Lula tem 45% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 42%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.
Os eleitores que declararam votar em branco ou anular o voto somam 8%, e 5% afirmaram não saber ou preferiram não responder. Esses percentuais mantêm a disputa em aberto, já que podem se converter para qualquer dos lados em uma campanha oficial.
O estudo simulou outros cenários de segundo turno. Em confronto com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 43%, enquanto Caiado alcança 44%, repetindo novo empate técnico dentro da margem de erro. Já contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o petista abre vantagem: 44% a 38%. A maior diferença aparece diante de Renan Santos (Missão), com 44% contra 35% do adversário.
No quadro de primeiro turno, o instituto testou uma lista estimulada — quando o entrevistador apresenta os nomes dos pré-candidatos. Lula lidera com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 33%. Na sequência vêm Renan Santos (9%), Ronaldo Caiado (7%) e Romeu Zema (2%). Embora o presidente apresente vantagem numérica, a soma dos rivais atinge 51%, indicando competitividade elevada antes do início oficial da corrida eleitoral.
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Os números também evidenciam um eleitorado ainda propenso a mudanças. Considerando os votantes indecisos, os que pretendem anular ou podem migrar de candidato, a taxa de indefinição e possível volatividade chega a 13% no segundo turno e se mantém significativa no primeiro.
Para chegar aos resultados, o Real Time/Big Data ouviu 2.000 pessoas entre 18 e 20 de julho, por entrevista telefônica assistida por computador. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o nível de confiança de 95% e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feito sob o protocolo BR-05864/2026.
Os dados oferecem um retrato inicial do humor do eleitorado a pouco mais de dois anos do pleito. Até lá, fatores como alianças partidárias, desempenho econômico, debates e o tempo de propaganda podem alterar significativamente as intenções de voto. Ainda assim, a pesquisa reforça que nenhum dos potenciais concorrentes desponta isolado no momento, sinalizando que a eleição tende a ser definida no detalhe das campanhas.
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