A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) a depor no próximo dia 7 de agosto, em Brasília, no inquérito que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master. A convocação, entregue na semana passada, integra um conjunto de diligências que buscam esclarecer se o parlamentar recebeu qualquer vantagem em troca de apoio a projetos de interesse da instituição financeira no Congresso Nacional.
A investigação corre em sigilo e, de acordo com a corporação, concentra-se em possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. O nome do senador surgiu em relatórios da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em junho, que mirou antigos executivos do banco e empresários do setor financeiro. Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
Jaques Wagner foi questionado por jornalistas em Salvador HOJE, 21/07, sobre a nova intimação. O parlamentar reiterou que não vê motivo para preocupação e sustenta que colaborará com todas as etapas do processo.
“Estou absolutamente tranquilo. Não há nenhum ato meu que tenha favorecido o Banco Master ou qualquer outra empresa de forma irregular. Vou comparecer, prestar todos os esclarecimentos e provar minha inocência”, declarou.
Até o momento, não há relatório conclusivo que atribua responsabilidade criminal ao senador. A Polícia Federal mantém a linha de apuração para verificar se emendas, discursos ou intervenções legislativas de Wagner guardam relação direta com interesses do grupo financeiro. Investigadores analisam documentações internas do banco, registros de doações políticas e agendas de encontros em Brasília.
Preços vistos na Amazon em 18/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
O Banco Master ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. Advogados ligados à instituição afirmam, nos autos, que todas as operações questionadas seguiram regulamentação do Banco Central. Já a defesa de Augusto Ferreira Lima nega “qualquer ilicitude” nas movimentações financeiras investigadas.
Jaques Wagner, 75 anos, governou a Bahia entre 2007 e 2014, foi ministro em duas pastas e, desde 2019, exerce mandato no Senado. Ele nunca foi condenado em segunda instância e não responde, no momento, a ação penal relacionada ao caso.
Conforme o rito, após o depoimento de 7 de agosto, a PF poderá solicitar novas oitivas, quebras de sigilo ou perícias contábeis. Somente depois desse conjunto de medidas o inquérito será remetido ao Ministério Público Federal para eventual oferecimento de denúncia ou arquivamento.
O Senado, por meio de sua assessoria, informou que não comentará procedimentos judiciais em andamento envolvendo seus integrantes.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








