A Polícia Federal (PF) cumpriu, em 21/07/2026, 25 mandados de busca e apreensão durante a Operação Infiltrados, investigação voltada a desarticular um grupo que, segundo os investigadores, teria subtraído aproximadamente R$ 45 milhões de contas da Caixa Econômica Federal (CEF). A ofensiva mobilizou cerca de 120 agentes em sete municípios: Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Cabo Frio, no estado do Rio, além de Indaiatuba e Salto, em São Paulo.
De acordo com a PF, a organização criminosa se valia de acessos indevidos a dados sigilosos para efetuar transferências e saques, atingindo correntistas e beneficiários de programas sociais vinculados ao banco público. As apurações apontam que o esquema teria contado com o apoio de servidores públicos, advogados e contraventores. A suspeita é de que essas pessoas colaboravam tanto para vazar informações internas quanto para dificultar o avanço de possíveis investigações.
Os mandados foram autorizados pela Justiça Federal, que acolheu os indícios apresentados pela equipe de investigação sobre a existência de uma estrutura dedicada ao furto de informações bancárias e lavagem de dinheiro. Nesta fase, não houve divulgação de nomes dos alvos nem detalhamento de valores bloqueados ou quantia recuperada.
Segundo relatórios policiais, o grupo teria criado mecanismos para contornar sistemas de segurança eletrônica, burlando proteções em lotéricas, terminais de autoatendimento e aplicativos mobile. O dinheiro subtraído era redistribuído em contas de laranjas, empresas de fachada e casas de apostas, dificultando o rastreio das movimentações.
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Além das ordens de busca, a PF informou que pode apresentar novos pedidos de prisão preventiva, quebra de sigilo bancário e fiscal, caso as provas coletadas reforcem a participação de outros suspeitos. Os crimes investigados incluem furto qualificado, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, que, somados, podem gerar penas superiores a 30 anos.
Em resposta às diligências, a Caixa divulgou posicionamento oficial.
“Atuamos em conjunto com a Polícia Federal e colaboramos com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes”, informou a instituição, acrescentando que o monitoramento de produtos, serviços e transações bancárias ocorre de forma ininterrupta.
A PF reforçou que os documentos, dados e dispositivos apreendidos serão submetidos a perícia. Os resultados deverão embasar laudos técnicos e relatórios que subsidiarão o inquérito policial, ainda em curso. Até o momento, não foi divulgado prazo para conclusão das investigações ou eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.
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