O diretório mineiro do Partido Liberal (PL) mantém uma verdadeira corrida contra o relógio para definir quem representará a sigla na disputa pelo Palácio Tiradentes. A convenção estadual está marcada para 23/07, e, até lá, a legenda pretende bater o martelo sobre o nome que liderará a chapa. O plano prioritário segue sendo uma coligação com o Republicanos, tendo o senador Cleitinho Azevedo como cabeça de chapa. Porém, a indefinição do parlamentar abriu espaço para novas conversas e cenários.
Lideranças do PL relatam que Cleitinho pediu prazo até o início de agosto para responder se pretende ou não entrar na corrida. A hesitação contrasta com o calendário partidário, pois, após a convenção, alterações tornam-se mais complexas do ponto de vista jurídico e logístico. Por isso, dirigentes intensificaram diálogos com outros possíveis nomes, especialmente o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli.
Na quarta-feira (08/07), integrantes da executiva estadual telefonaram para o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. Segundo interlocutores presentes à ligação, ficou firmado que a preferência continua sendo pela aliança com o Republicanos. Caso não haja acordo, o PL apresentará candidatura própria.
Enquanto aguarda a palavra final de Cleitinho, o partido apresentou a Medioli o projeto de concorrer pelo PL. O empresário e ex-gestor de Betim governou a cidade entre 2017 e 2024, período marcado por forte ajuste fiscal e superávit nas contas públicas. A experiência administrativa e a reputação de bom gestor contam como trunfos em um eventual pleito estadual.
“Medioli está muito motivado com a possibilidade”, relatou uma fonte do PL-MG que participa das tratativas.
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Uma das barreiras para fechar a coligação com o Republicanos reside na composição da chapa. Cleitinho deseja ter como vice o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, também do Republicanos, em um arranjo chamado de “puro-sangue”. O PL, contudo, prefere emplacar um correligionário na vaga de vice, o que gerou resistência interna.
Além de Cleitinho e Medioli, o ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, aparece como opção. Filiado ao PL em março, Roscoe já vinha sendo citado nos bastidores, mas seu nome ganhou força após pesquisas internas apontarem boa competitividade. Caso a aliança com o Republicanos não avance, dirigentes avaliam que Medioli ou Roscoe podem encabeçar uma candidatura de oposição ao atual governo estadual.
Fontes próximas ao comando do partido afirmam que, nos bastidores, cresce a percepção de que uma decisão precisa ser tomada antes do dia 23/07 para evitar surpresas de última hora. Até lá, conversas e sondagens continuarão em ritmo acelerado, enquanto as diferentes correntes internas tentam alinhar interesses e garantir uma campanha unificada.
Com Minas Gerais despontando como um dos maiores colégios eleitorais do país, a definição do nome do PL promete influenciar alianças nacionais e a própria estratégia presidencial da sigla. O partido considera essencial chegar forte ao estado para ampliar palanques e consolidar espaço na política regional.
Dessa forma, o PL mineiro segue em compasso de espera: se o senador Cleitinho confirmar a candidatura, terá de equacionar a escolha do vice. Caso contrário, Vittorio Medioli surge como alternativa viável para liderar a sigla na disputa que se avizinha.
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