A candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será oficializada no próximo sábado, 25 de julho, em convenção do Partido Liberal marcada para São Paulo. Apesar da festa política já ter data, o nome que irá compor a chapa como vice permanecerá em aberto até, pelo menos, o prazo legal de 5 de agosto. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (20) pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha.
“Estamos conversando com outros partidos. É evidente que essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual vai ser a nossa política de aliança, qual é a nossa composição partidária”, afirmou Marinho aos jornalistas no Senado.
O senador ressaltou que o diálogo com possíveis siglas parceiras está em curso e que a escolha do nome para a vice-presidência depende do desenho final das coligações estaduais. Segundo ele, a suspensão temporária das visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se recupera de cirurgia, “reflete na velocidade” das tratativas e, por isso, a cúpula liberal decidiu não impor pressa ao processo.
Marinho adiantou que o partido trabalha para ampliar a rede de palanques regionais. “Em 2022, o PL contou com candidaturas próprias em pouco mais de uma dezena de estados. Desta vez, deveremos dobrar esse número”, calculou. O objetivo é chegar mais forte nas disputas proporcionais e garantir palanque robusto para Flávio nos principais colégios eleitorais.
Quanto ao perfil ideal de vice, o pré-candidato já deixou clara a preferência por uma mulher. Em entrevista ao programa 3 em 1, Flávio citou três nomes que, segundo ele, atendem ao critério: a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) e a também deputada Clarissa Tércio (PP-SE).
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“Acho fundamental termos representatividade feminina na chapa. É um sinal importante para o eleitorado e reforça a mensagem de pluralidade que defendemos”, disse o senador carioca durante a conversa no estúdio.
Dentro da própria legenda, no entanto, surgem vozes que defendem outras alternativas. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que gostaria de ver a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice. Ainda segundo Valdemar, a ex-ministra da Agricultura e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro “são as mulheres que mais têm prestígio no Brasil” na atualidade política.
Dirigentes liberais afirmam que, até a data-limite, a coordenação eleitoral continuará colhendo dados de pesquisas internas e analisando o impacto de cada possível composição. Além de questões regionais, contam fatores como tempo de televisão, capacidade de arrecadação e diálogo com segmentos específicos do eleitorado.
Enquanto a decisão não sai, Flávio manterá agenda de encontros com lideranças partidárias, visitas a entidades de classe e participação em eventos religiosos, segmentos considerados estratégicos para consolidar sua base. A expectativa é que, após a convenção de sábado, o clima se torne mais favorável a um consenso e o anúncio da vice ocorra em cerimônia pública antes do início oficial da propaganda eleitoral em agosto.
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