A Polícia Militar informou, nesta quinta-feira (02/07), que o primeiro-tenente Ronickson Pimentel dos Santos, atingido por vários disparos enquanto aguardava o semáforo abrir em São Caetano do Sul no último sábado (27), apresenta evolução clínica compatível com o esperado para o tipo de trauma sofrido.
Segundo boletim divulgado pelo comando da corporação, o oficial permanece na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Ele continua entubado, sedado e sob terapia antibiótica, mas já teve a suspensão dos fármacos utilizados para controlar pressão arterial e fluxo sanguíneo, medida considerada um sinal positivo pelos médicos.
O quadro ainda é classificado como grave. No entanto, a equipe assistencial projeta reduzir a sedação entre sete e dez dias após o ferimento, caso não ocorram intercorrências. A resposta orgânica do paciente tem sido descrita como “boa” pelas avaliações diárias.
O ataque ocorreu por volta das 7h30 de sábado (27), quando dois homens em outra motocicleta se aproximaram e efetuaram diversos tiros. Socorrido pelo Águia, helicóptero de resgate da PM, o tenente foi estabilizado no local antes de ser transferido ao hospital.
No domingo (28), a Justiça decretou a prisão temporária de dois suspeitos, de 40 e 52 anos. Eles foram localizados em Guaianases, zona leste da capital, e encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestaram depoimento. A investigação indica que o crime vinha sendo planejado havia pelo menos três meses.
Na quarta-feira (01/07), um terceiro envolvido, apontado como participante direto do atentado, morreu após suposta troca de tiros com policiais militares em Guaianases. O inquérito apura a efetiva ligação dele com o caso.
“Recebi a notícia com profunda indignação. Ataques contra policiais representam ameaça a toda a sociedade. Determinei prioridade máxima para capturar os responsáveis”,
registrou o governador Tarcísio de Freitas em rede social logo após o atentado.
O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, acrescentou que um dos suspeitos vinha monitorando a residência do tenente desde abril:
“Precisamos prender primeiro para, depois, identificar a motivação exata deste ataque contra o policial.”
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, adolescente morta em 2008 após 100 horas de cárcere privado em Santo André, episódio que chocou o país. Investigadores não veem, por enquanto, relação entre os dois crimes.
O DHPP segue à frente das diligências, que incluem análise de imagens de câmeras de segurança, perícia balística e quebra de sigilos telefônicos. A Polícia Militar reforçou o patrulhamento na região do ABC e mantém apoio integral à família do oficial.
Novas atualizações médicas serão divulgadas conforme a evolução do quadro clínico.
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