A Polícia Civil do Paraná mantém aberta, desde 07/07, investigação que procura esclarecer as circunstâncias em que um homem foi filmado agredindo a própria filha de três anos no município de Francisco Beltrão, sudoeste do estado. As imagens, captadas por câmeras de segurança no domingo, 05/07, mostram o suspeito caminhando com a menina e um irmão dela, de cinco anos, quando desfere um chute que derruba a criança ao chão. Logo depois, um terceiro homem tenta intervir e acaba discutindo com o agressor.
O vídeo recebeu ampla circulação em redes sociais e, ao tomar conhecimento das cenas, a mãe das crianças registrou boletim de ocorrência na terça-feira, 07/07. Investigadores convocaram o pai para prestar depoimento na quarta-feira, 08/07. No interrogatório, ele reconheceu que agrediu a menina, afirmando ter se irritado com o choro da filha, mas declarou não se lembrar de todos os detalhes.
“Nossa prioridade é garantir a segurança da criança, do irmão e da mãe”, destacou o delegado Anderson Andrei, responsável pelo caso.
Segundo a autoridade policial, a corporação solicitou à Justiça medidas protetivas de urgência para que o investigado mantenha distância dos filhos e da ex-companheira. Enquanto o pedido tramita, equipes coletam novos depoimentos e analisam gravações de câmeras de videomonitoramento ao longo de todo o trajeto percorrido pelo grupo no dia da agressão. A vítima passou por exame de lesão corporal cujo laudo ainda não foi finalizado.
Como não houve flagrante, o suspeito foi liberado após ser ouvido, mas responderá em liberdade por lesão corporal, crime previsto no artigo 129 do Código Penal. Caso indiciado e condenado, pode pegar pena de até três anos de detenção, além de ficar sujeito a agravantes por se tratar de violência contra menor de 14 anos.
No âmbito da rede de proteção, o Conselho Tutelar acompanha a família e avalia a necessidade de encaminhamentos psicossociais. O caso também reacende o debate sobre prevenção de violência doméstica e a importância de denúncias rápidas. Qualquer testemunha pode acionar o Disque 100 ou o 181 em todo o território nacional, garantindo anonimato.
A Polícia Civil informa que diligências continuam e novas informações serão divulgadas apenas quando não comprometerem o sigilo das apurações.
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