Polícia


Justiça decreta prisão preventiva de advogado que espancou procuradora-geral no interior de SP


Publicado 22 de junho de 2022 às 18:57     Por Quesia Cerqueira     Foto Reprodução / Redes Sociais

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, que agrediu a procuradora-geral da Prefeitura de Registro, Gabriela Samadello Monteiro de Barros. O pedido foi apresentado na 1ª Vara Criminal na tarde desta quarta-feira (22), pelo delegado Daniel Vaz Rocha, que está responsável pelo caso.

No pedido de prisão, o delegado apresentou provas de que o acusado “vem tendo sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, a ordem pública”.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a investigação instaurada para apurar o caso reúne fotos e vídeos da agressão, além de depoimento da procuradora-geral para fundamentar o pedido de prisão preventiva.

Como medida imediata para punir o agressor, a prefeitura de Registro publicou no Diário Oficial Nº 1076, a portaria Nº 525/2022, determinando a suspensão preventiva de Macedo. Conforme descrito nos atos oficiais, o procurador ficará suspenso por 30 dias, sem receber salário, a contar desde o dia 21 de junho, data em que ele praticou o ato de violência.

De acordo com a explicação da prefeitura, essa medida faz parte do processo administrativo que deve culminar na exoneração de Macedo. “É necessário seguir essa etapa e os trâmites legais para que a decisão seja tomada de maneira consistente”, informou.

A administração municipal de SP, por meio de nota, manifestou o “mais absoluto e profundo repúdio aos brutais atos de violência”.

“Reafirmamos nosso compromisso com a prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência, principalmente aquelas que vitimizam mulheres. Os servidores da Procuradoria Geral Municipal e da Secretaria de Negócios Jurídicos receberão todo apoio necessário, inclusive acompanhamento psicológico”, salientou.

A administração municipal também expressou que aos demais servidores recebam o amparo necessário para elucidar o caso e advertiu que a prática de violência é veementemente repudiada e será severamente punida.

A Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM) também se pronunciou, em nota que se solidariza com a Procuradora Municipal e repudia a conduta violenta de Macedo.



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