A Polícia Civil de São Paulo, em parceria com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, deflagra HOJE (21/07) a Operação Metástase para desmantelar um esquema de furto, roubo, desvio e venda clandestina de medicamentos utilizados no tratamento contra o câncer.
De acordo com as investigações, a quadrilha age de forma altamente organizada: grupos armados interceptam caminhões assim que as cargas de alto custo deixam aeroportos ou centros de distribuição. Uma única caixa destes fármacos pode valer até R$ 1 milhão, o que transforma cada transporte em alvo cobiçado.
No total, 26 mandados de busca e apreensão e um de prisão são cumpridos em São Paulo, Guarujá, Jundiaí, Guarulhos, São Caetano do Sul e Mauá. A coordenação no território paulista fica a cargo do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar).
Mais de 100 policiais civis de São Paulo se unem a 15 agentes vindos do Rio de Janeiro. O alvo principal, apontado como líder do esquema, é Stefano Monteiro Fernandes, preso HOJE durante as diligências. Investigadores afirmam que ele comandava a logística dos ataques e a posterior redistribuição dos medicamentos no mercado ilegal.
“O combate a esse tipo de crime exige atuação integrada entre as polícias. Além de atingir financeiramente as organizações, buscamos impedir que remédios destinados a pacientes sejam desviados, colocando vidas em risco”, destaca o delegado Paul Verduraz, responsável pela Divecar.
Durante as ações, equipes já recuperam diversos medicamentos de alto valor e apreendem três armas de fogo. O responsável pelo armamento é detido em flagrante.
Além do impacto financeiro causado às transportadoras e laboratórios, autoridades alertam para o risco sanitário: produtos armazenados sem controle podem perder eficácia ou ser adulterados, comprometendo tratamentos oncológicos.
As investigações prosseguem para identificar demais envolvidos, rastrear possíveis receptadores e apurar a extensão do prejuízo. Policiais analisam registros de transporte, notas fiscais e conversas telefônicas em busca de outros núcleos de apoio à quadrilha.
A defesa de Stefano Monteiro Fernandes foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.
A Operação Metástase reflete a preocupação crescente das forças de segurança com crimes que mesclam alto potencial de lucro e ameaça direta à saúde pública. Novos desdobramentos são esperados nos próximos dias, inclusive com a possibilidade de novas prisões preventivas.
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