Política


Após passar no Senado, PEC para adiar eleições esbarra em resistência da Câmara


Publicado 25 de junho de 2020 às 07:03     Por Peu Moraes     Foto Antonio Cruz / Agência Brasil

Depois da tramitação acelerada no Senado, a proposta de emenda à Constituição (PEC) do adiamento das eleições municipais entrou em marcha lenta na Câmara, enquanto o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), tenta reunir o apoio de partidos de centro ao texto. A informação foi divulgada no jornal Folha de São Paulo, nesta quarta-feira (24).

Pautada na quinta-feira passada (18), pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a PEC foi aprovada, nesta terça-feira (23), pelos senadores em votação em dois turnos. Conforme o texto aprovado, o primeiro turno seria adiado de 4 de outubro para 15 de novembro. O segundo passaria de 25 de outubro para 29 de novembro.

Desde que a votação da PEC no Senado foi anunciada, Maia, defensor do adiamento, começou a alertar que, na Câmara, a situação estava bem longe do consenso visto na Casa vizinha. Bancadas de partidos como MDB, PP, PL, DEM, Republicanos e PSL estão rachadas sobre o adiamento. Somadas, as legendas têm 216 deputados —de um total de 513 da Casa.

Para passar na Câmara, a proposta precisa ser aprovada pelo plenário em dois turnos e obter o apoio de pelo menos três quintos dos deputados (308 votos) em cada votação.



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