Política


Governadores pedem redução de tributos federais sobre combustível


Publicado 04 de fevereiro de 2020 às 11:59     Por Redação AjuNews     Foto AjuNews

O governador de Sergipe Belivaldo Chagas (PSD) assinou, nesta segunda-feira (03), junto com mais 22 governadores, uma carta contra a fala do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

Bolsonaro acusou os Estados de serem responsáveis pelos altos preços dos combustíveis por causa da tarifa do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Os governadores sugerem na nota , que em vez do ICMS, Bolsonaro cortasse tributos federais que incidem sobre os combustíveis.

Carta na íntegra:
1 – O ICMS está previsto na Constituição Federal como a principal receita dos Estados para a manutenção de serviços essenciais à população, a exemplo de segurança, saúde e educação
2 – O ICMS sobre combustíveis deriva da autonomia dos Estados na definição de alíquotas e responde por, em média, 20% do total da arrecadação deste imposto nas unidades da Federação. Lembramos que 25% do ICMS é repassado aos municípios.
3 – Segundo o pacto federativo constante da Constituição Federal, não cabe à esfera federal estabelecer tributação sobre consumo. Diante do impacto de cerca de 15% no preço final do combustível ao consumidor, consideramos que o governo federal pode e deve imediatamente abrir mão das receitas de PIS, COFINS e CIDE, advindas de operações com combustíveis.
4 – O governo federal controla os preços nas refinarias e obtém dividendos com sua participação indireta no mercado de petróleo – motivo pelo qual se faz necessário que o governo federal explique e reveja a política de preços praticada pela Petrobras
5 – Os Estados defendem a realização de uma reforma tributária que beneficie a sociedade e respeite o pacto federativo. No âmbito da reforma tributária, o ICMS pode e deve ser debatido, a exemplo dos demais tributos.
6 – Nos últimos anos, a União vem ampliando sua participação frente aos Estados no total da arrecadação nacional de impostos e impondo novas despesas, comprimindo qualquer margem fiscal nos entes federativos.
Os Governadores dos Estados clamam por um debate responsável acerca do tema e reiteram a disponibilidade para, nos fóruns apropriados, debater e construir soluções.
Brasília, 3 de fevereiro de 2019.



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