Política


“Cobramos punição desde que as denúncias surgiram”, diz Alessandro após prisão de ex-ministro da Educação


Publicado 22 de junho de 2022 às 14:38     Por Fernanda Souto     Foto Roque de Sá/ Agência Senado

O senador e pré-candidato ao governo de Sergipe, Alessandro Vieira (PSDB), afirmou, nesta quarta-feira (22), que a prisão pela Polícia Federal do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, já era aguardada. De acordo com o parlamentar, punições ao ex-chefe da pasta foram cobradas desde o surgimento das denúncias sobre a suspeita de operar um balcão de negócios e na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

“Cobramos punição a todos os envolvidos desde que as denúncias surgiram. Esta operação da PF contra o ex-ministro e pastores ligados ao presidente Bolsonaro investiga essa prática de tráfico de influência e corrupção com recursos públicos do FNDE. Isso é muito grave. Não podemos tratar como “novo normal” absurdos e/ou cometimento de crimes.”, afirma o senador.

Alessandro lembra ainda do áudio em que o ex-ministro afirmava priorizar pedidos dos amigos de um dos pastores por solicitação do presidente Jair Bolsonaro (PL) na liberação de recursos para obras de creches, escolas, quadras ou para compra de equipamentos.

“É preciso ter independência, honestidade e coragem para enfrentar o sistema. Tenho feito minha parte. Tanto que na época em que os fatos foram revelados, entramos, em conjunto com os deputados federais Tabata Amaral (PSB) e Felipe Rigoni (União Brasil), com representação na Procuradoria Geral da República – PGR contra o então ministro por improbidade administrativa”, destacou o senador.

Milton Ribeiro deixou o comando da pasta em março, após admitir que o MEC privilegiava prefeitos indicados pelos pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura no repasse de recursos do FNDE.

Após a prisão do ex-ministro, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) voltou a recolher assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o esquema.

Leia mais:
Após prisão de Milton Ribeiro, senadores querem CPI para investigar corrupção na Educação



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