O calendário eleitoral de 2026 entra em uma nova fase a partir desta segunda-feira, 20 de julho. Começa o período em que os partidos políticos poderão realizar suas convenções para definir candidaturas aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e distrital. Segundo a legislação, as legendas têm até 5 de agosto para concluir os encontros internos e registrar as decisões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O envio das atas e das listas de candidatos será feito exclusivamente pelo Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex). Pela ferramenta, as siglas incluem o nome completo de cada concorrente, o nome de urna e o número que aparecerá na tela da urna eletrônica. A legenda pode manter o número usado no pleito anterior, assim como cada postulante tem o direito de preservar o algarismo que utilizou na última disputa para o mesmo cargo.
Durante as convenções, além da homologação dos nomes, as direções partidárias também formalizam coligações. As alianças podem envolver um ou mais partidos, variando conforme a estratégia local ou nacional. As convenções estaduais tratam de governador, vice-governador, senador, suplentes e deputados. Já a convenção nacional decide candidaturas a presidente e vice-presidente da República ou eventual participação em coligação nacional.
A maratona de encontros já tem datas marcadas por diferentes legendas. Veja a agenda:
• Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 20 de julho
• Partido Liberal (PL) – 25 de julho
• Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho
• Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho
• Partido Novo (Novo) – 27 de julho
• Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho
• Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho
• Partido Verde (PV) – 31 de julho
• Missão – 1º de agosto
• Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto
• Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto
• Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto
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Com o término do prazo em 5 de agosto, o TSE inicia a análise dos registros, etapa que inclui a verificação de documentação, cumprimento de cotas de gênero e percentual mínimo de participação feminina. Após deferidos os pedidos, as campanhas poderão requerer o CNPJ e abrir contas bancárias para movimentar recursos do Fundo Eleitoral e das doações privadas permitidas.
Os partidos também devem observar o teto de gastos definido para cada cargo e estado. O detalhamento dos valores será divulgado pelo TSE em resolução específica. Além disso, os candidatos precisam apresentar declaração de bens, certidões criminais e eventuais renúncias a cargos públicos incompatíveis com a disputa.
O período para impugnações ficará aberto logo após o registro. Qualquer cidadão, partido, coligação ou o Ministério Público Eleitoral poderá questionar candidaturas que julgar irregulares. As decisões sobre pedidos de impugnação devem ser concluídas até 12 de setembro, data-limite para que todas as candidaturas estejam definitivamente julgadas.
Com a fase de convenções iniciada, partidos e possíveis coligados entram na reta final de negociações. Até o dia 5 de agosto, o xadrez político poderá sofrer mudanças, com desistências, confirmações de alianças e ajustes de chapas majoritárias e proporcionais. A partir daí, o cronômetro passa a contar para a propaganda eleitoral, que começa em 16 de agosto, incluindo a veiculação em rádio, televisão e internet.
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