Em busca de referências para aprimorar a gestão de resíduos no município de Riachuelo, o prefeito Petinho de João Grande realizou, no município de Palmeiras (PR), uma visita técnica a uma usina especializada na incineração de materiais hospitalares. A agenda integrou o cronograma do projeto Lixo Zero, iniciativa que a administração riachueloense pretende implantar para reduzir o volume de rejeitos enviados a aterros e aprimorar o tratamento de detritos considerados perigosos.
Durante a estadia nas instalações, a comitiva sergipana percorreu todas as etapas do processo industrial, começando pela triagem e pesagem do material coletado em unidades de saúde e clínicas veterinárias. Técnicos locais demonstraram os protocolos de segurança, destacando sistemas de filtragem de gases, monitoramento de temperatura e dispositivos de contenção de partículas, itens essenciais para manter a emissão de poluentes dentro dos limites fixados pela legislação ambiental.
O grupo também observou o funcionamento do incinerador principal, equipamento capaz de atingir altas temperaturas para eliminar microrganismos patogênicos e reduzir o volume dos resíduos a cinzas inertes. Segundo engenheiros da planta, a eficiência térmica chega a 99,99%, índice que desperta interesse de municípios que buscam soluções sustentáveis e economicamente viáveis.
Após o tour, o prefeito avaliou resultados, custos operacionais e requisitos de licenciamento para medir a adequação do modelo à realidade local. Ele ressaltou o potencial do sistema para diminuir gastos com transporte de lixo e, ao mesmo tempo, mitigar impactos ambientais derivados do descarte inadequado.
“Durante a visita, conhecemos de perto o funcionamento da unidade e conversamos com seus diretores sobre a tecnologia empregada, a alta eficiência do processo e o excelente custo-benefício dessa solução, que pode contribuir para uma gestão de resíduos mais sustentável e inovadora em nosso município”, afirmou Petinho de João Grande.
A equipe técnica de Riachuelo coletou laudos de performance, dados de emissão e informações sobre a capacidade de adaptação da tecnologia a diferentes volumes de coleta. Esses registros serão analisados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que deve elaborar um relatório de viabilidade nas próximas semanas.
Mesmo que o foco principal da visita tenha sido o tratamento de resíduos hospitalares, a usina possui linhas de pesquisa voltadas à incineração de lixo doméstico de alta periculosidade, como objetos perfurocortantes, medicamentos vencidos e materiais infectados. Esse ponto chamou a atenção dos gestores sergipanos, já que a região carece de unidades licenciadas para receber esse tipo de resíduo.
A viagem incluiu ainda reuniões com representantes da empresa operadora e com consultores ambientais independentes. Foram discutidos modelos de parceria público-privada, prazos de implantação, fontes de financiamento e possibilidades de capacitação de mão de obra local. A etapa posterior do planejamento prevê a realização de audiências públicas em Riachuelo para apresentar os cenários estudados à população e colher sugestões.
Com a visita concluída, a prefeitura avalia que a experiência paranaense poderá servir de inspiração para a formulação de políticas públicas de manejo de resíduos sólidos, alinhadas a metas de desenvolvimento sustentável e redução de passivos ambientais. A promessa é que o relatório técnico, fruto das observações colhidas em campo, norteie as próximas decisões administrativas acerca do projeto Lixo Zero.
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