Os danos da hipertensão nos rins avançam em silêncio e muitas vezes são detectados tarde. Especialista alerta para a necessidade de monitoramento constante.
Quando o assunto é pressão alta, a primeira imagem que costuma surgir é a de complicações cardíacas ou de um possível acidente vascular cerebral. No entanto, a hipertensão arterial também representa um risco significativo — e muitas vezes ignorado — para os rins. A nefrologista Dra. Carlucci Ventura reforça que os estragos causados pelo descontrole da pressão arterial no sistema renal acontecem de forma lenta e silenciosa, o que dificulta a detecção precoce.
“É muito comum associar a hipertensão apenas a problemas cardíacos ou ao risco de um AVC. No entanto, o impacto da pressão arterial descontrolada nos rins é severo e, na grande maioria das vezes, totalmente silencioso.”
Segundo a especialista, os vasos sanguíneos que irrigam os rins são extremamente delicados. A pressão elevada danifica progressivamente essas estruturas, prejudicando a filtração do sangue e a eliminação de toxinas. O organismo, então, entra em um círculo vicioso: quanto maior a pressão, maior o comprometimento renal; e quanto mais os rins perdem função, maior a tendência de a pressão subir.
Preços vistos na Amazon em 07/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Estudos apontam que a doença renal crônica (DRC) de origem hipertensiva pode levar anos para apresentar sintomas claros. Quando aparecem sinais como inchaço nas pernas, cansaço extremo ou alterações na urina, parte importante da função renal já pode ter sido perdida. Em casos graves, o paciente pode evoluir para necessidade de hemodiálise ou transplante.
Para quebrar esse ciclo, o controle adequado da pressão arterial é fundamental. Manter o uso regular de medicação prescrita, reduzir o consumo de sal, praticar atividade física e realizar exames de sangue e urina periódicos estão entre as recomendações centrais. Abandonar o tratamento, alerta a médica, é um “erro grave” que acelera o declínio da saúde renal.
A orientação vale ainda para quem não apresenta sintomas. Pessoas com histórico familiar de hipertensão ou doença renal devem monitorar a pressão, adotar alimentação balanceada e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Consultas regulares com clínico ou nefrologista possibilitam ajustes na medicação e detectam precocemente qualquer alteração laboratorial.
A hipertensão já afeta mais de um quarto da população adulta brasileira, e a taxa de adesão ao tratamento é considerada baixa pelos especialistas. Diante desse cenário, a conscientização sobre o elo entre pressão alta e função renal torna-se parte essencial da estratégia de prevenção de doenças graves, reforçando que a saúde dos rins depende da disciplina diária no controle da pressão.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








