A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 15,5 quilos de ouro avaliados em aproximadamente R$ 10 milhões durante fiscalização na BR-174, em Rorainópolis (RR). O metal, dividido em 28 barras, estava escondido em compartimento interno de um carro que seguia de Manaus para Boa Vista. Motorista, veículo e carga foram encaminhados à sede da Polícia Federal na capital roraimense.
A ação integra uma frente de combate à logística do garimpo ilegal que mira tanto o transporte do minério quanto o uso de pistas clandestinas, rotas terrestres e estruturas de apoio. Segundo os agentes, a meta é estrangular o fluxo que abastece a extração clandestina em terras indígenas.
Na mesma linha, outra equipe da PRF encontrou, na BR-401, em Bonfim, uma pepita de aproximadamente 28 gramas de ouro. O flagrante ocorreu na terça-feira (16) em um veículo de transporte de passageiros, e um dos ocupantes foi levado para prestar depoimento na PF.
Entre o domingo (14) e o sábado (20), as forças de segurança fiscalizaram 50 aeronaves em 12 pistas de pouso, abordaram 484 veículos e 423 pessoas. O balanço desse período registra duas prisões e um prejuízo estimado em R$ 741 mil ao garimpo ilegal.
As ações terrestres foram reforçadas pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II, formado pelas Forças Armadas, que interditou a pista de Aracaçá, na Terra Indígena Yanomami (TIY). A estrutura era usada como ponto de apoio a garimpeiros.
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Equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Força Nacional desmontaram, nas regiões de Aracaçá, Xiriana e Noronha, um acampamento onde foram inutilizados combustível, equipamentos e outras estruturas empregadas na mineração clandestina.
Fora da TI Yanomami, a Força Nacional prestou apoio à Agência Nacional de Transportes Terrestres em fiscalizações na área do Roxinho. Durante a operação, agentes apreenderam 400 litros de gasolina transportados irregularmente em Mucajaí.
Desde março de 2024, as operações de controle somam 10.779 ações na TI Yanomami e áreas vizinhas. Nesse intervalo foram confiscados 265 quilos de ouro — quantia estimada em R$ 180 milhões — e o monitoramento do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia aponta redução de 99% na abertura de novas frentes de garimpo.
As autoridades reiteram que as fiscalizações continuarão por tempo indeterminado para impedir o avanço da mineração ilegal e preservar o território indígena e o meio ambiente.
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