Um grupo de esposas de chefes do Executivo – atuais ou que já ocuparam o cargo – deu mais um passo rumo às urnas de outubro de 2026. As pré-candidaturas foram formalizadas em diferentes atos partidários e reforçam a presença feminina nas disputas por vagas no Senado, na Câmara dos Deputados e nas assembleias estaduais.
No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve concorrer ao Senado pelo PL. Presidente do núcleo feminino da sigla, ela era cogitada internamente para a corrida ao Palácio do Planalto, mas optou pela disputa ao Congresso. A movimentação consolida a estratégia do partido de manter um nome de alcance nacional no DF.
Em Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil) também mira a vaga de senadora. Levantamento do Paraná Pesquisas atribuiu a ela 36,9% de intenções de voto, à frente do atual senador Vanderlan Cardoso (PSD), que aparece com 26%. O resultado animou aliados do governador Ronaldo Caiado, que enxergam na primeira-dama uma candidatura competitiva.
Para a Câmara dos Deputados, quatro pré-candidaturas ganham visibilidade. Em Mato Grosso, a economista e empresária Virgínia Mendes (União Brasil) lançou sua pré-campanha em evento na capital, Cuiabá. Entre as bandeiras apresentadas, ela destacou a expansão de políticas de proteção à mulher, tema no qual atuou ao coordenar a implantação da Delegacia 24 Horas da Mulher durante o governo do marido, Mauro Mendes.
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No Rondônia, a titular da Secretaria de Assistência Social, Luana Rocha (União Brasil), também se coloca como pré-candidata à Câmara Federal. Já no Distrito Federal, a ex-secretária de Desenvolvimento Social Mayara Noronha Rocha filiou-se ao Podemos e pretende disputar uma das oito cadeiras do DF na Casa.
O estado de São Paulo terá a primeira-dama municipal na corrida eleitoral. Regina Nunes, casada com o prefeito Ricardo Nunes, ingressou no MDB em março e busca uma vaga na Assembleia Legislativa paulista, enquanto Natalia Szermeta Boulos, companheira do ministro Guilherme Boulos, foi anunciada pelo PSOL como aposta para a Câmara dos Deputados.
A legislação eleitoral permite, nesta fase de pré-campanha, que potenciais candidatas divulguem propostas, participem de eventos internos dos partidos e concedam entrevistas, desde que não haja pedido explícito de voto ou distribuição de material que configure propaganda antecipada. As primeiras-damas envolvidas afirmam que aproveitarão o período para intensificar agendas regionais, ouvir demandas e estruturar plataformas de atuação.
Com figuras de forte reconhecimento público e acesso a redes de apoio já consolidadas, as pré-candidatas pretendem transformar a visibilidade obtida durante as gestões dos maridos em capital eleitoral próprio. Analistas apontam que o cenário de 2026 deverá ser marcado por campanhas cada vez mais profissionalizadas, nas quais a construção da imagem e o engajamento nas redes sociais terão peso decisivo.
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