O Ministério Público do Reino Unido apresentou, nesta terça-feira (21), detalhes sobre o homicídio da ex-deputada conservadora Ann Widdecombe, morta em sua residência na vila de Haytor, no condado de Devon. De acordo com o promotor Kashif Malik, a política de 78 anos foi atingida 21 vezes na cabeça com um martelo durante um ataque que durou cerca de dois minutos e foi gravado pelo circuito de câmeras da própria casa.
As investigações apontam que o suspeito, Joshua Kerry, de 28 anos, chegou ao local em um carro vermelho, entrou pela porta da frente e saiu logo depois, levando a bolsa da vítima. O crime ocorreu em 8 de julho, mas o corpo só foi encontrado na manhã seguinte, quando um jardineiro entrou na residência após ser alertado pelo assistente pessoal de Widdecombe sobre o desaparecimento dela.
Segundo Malik, a polícia ainda trabalha para esclarecer o motivo do ataque e não descarta motivações políticas ou terroristas. A gravação que flagrou a agressão, acrescentou o promotor, está sendo periciada quadro a quadro para reconstruir a sequência completa dos fatos.
Kerry foi detido dois dias após o crime e, na segunda-feira (20), compareceu a uma breve audiência no Tribunal Superior de Justiça, na qual confirmou seu nome, idade e endereço. Ele permanece em prisão preventiva e deverá voltar à Corte em 9 de outubro para uma nova etapa processual. O julgamento definitivo está marcado para junho de 2027.
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Ann Widdecombe exerceu mandato parlamentar pelo Partido Conservador britânico durante 23 anos, ocupando cargos no governo de John Major nos anos 1990. Após deixar a Câmara dos Comuns, filiou-se ao movimento de direita coordenado por Nigel Farage, primeiro como eurodeputada do Partido Brexit e, mais tarde, como porta-voz do Reform UK em 2023.
Fora da política, Widdecombe tornou-se figura popular na televisão. Ela participou do concurso de dança “Strictly Come Dancing” em 2010 e, oito anos depois, chegou à final da versão celebridades do “Big Brother”.
Enquanto o caso avança nos tribunais, a comunidade política britânica acompanha com atenção o desenrolar das apurações. Investigadores mantêm a hipótese de roubo seguido de morte entre as linhas de investigação, mas ressaltam que todas as possibilidades seguem em aberto até a conclusão do inquérito.
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