O Partido dos Trabalhadores definiu, na manhã desta quarta-feira (24), que entrará na disputa pelo Governo de Minas Gerais em 2026 com um nome da própria legenda. A decisão foi selada em Brasília, durante encontro que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parlamentares mineiros e integrantes do diretório nacional. Segundo participantes, o consenso emergiu após meses de divergências internas sobre qual seria a melhor estratégia para um dos maiores colégios eleitorais do país.
Minas Gerais é considerada peça-chave para os planos nacionais do PT, não apenas pela disputa ao Palácio Tiradentes, mas pelo peso que o estado carrega em eleições presidenciais. Até a semana passada, ainda estava sobre a mesa a possibilidade de apoiar um aliado de outra sigla. No entanto, as conversas para construir um palanque unificado esbarraram em falta de consenso dentro da base governista e na avaliação de que nenhum pré-candidato externo reunia fôlego suficiente para liderar um bloco de centro-esquerda.
Com esse cenário, dirigentes argumentaram que o partido precisava assumir o protagonismo. A leitura interna é de que um palanque fortemente alinhado à legenda dará sustentação direta ao projeto de reeleição de Lula em 2026. Ao final da reunião, ficou estabelecido que a direção estadual iniciará uma série de debates regionais para escolher, ainda em 2025, quem carregará a bandeira petista no estado.
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Apesar da decisão estratégica, o nome definitivo segue em aberto. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, aparece entre os mais lembrados, mas há também defensores das pré-candidaturas do deputado federal Reginaldo Lopes e do senador Carlos Viana, recentemente filiado ao partido. Nenhum deles, contudo, foi oficializado. A cúpula reforçou que as conversas estão «em fase inicial» e que o processo obedecerá ao calendário interno.
Nos bastidores, a avaliação é de que a escolha precisa ocorrer até o primeiro semestre do próximo ano para que o postulante percorra o estado e consolide alianças municipais. A direção mineira pretende mapear potenciais apoios entre partidos próximos ao governo federal, ampliando a coligação sem abrir mão da cabeça de chapa. Lideranças também planejam intensificar a presença do presidente Lula em solo mineiro, explorando inaugurações de obras federais ao longo de 2025.
Na prática, o movimento indica mudança de postura em relação às conversas dos últimos meses, quando o PT cogitava ceder lugar a outra sigla em busca de maior unidade. Agora, a ordem é fortalecer o discurso de que o partido tem responsabilidade direta com o desenvolvimento de Minas Gerais e, paralelamente, reforçar a ligação entre o projeto estadual e a plataforma nacional que será apresentada em 2026.
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