HOJE, 09/07, o pontapé inicial das quartas de final da Copa do Mundo de 2026 sacode o calendário do futebol com um feito estatístico raro: desde 1934, nenhuma edição havia chegado a esta fase sem Brasil, Alemanha ou Itália. Os três gigantes, que somam 13 títulos, já estão em casa, enquanto oito seleções de quatro continentes lutam pelas quatro vagas nas semifinais.
Do lado europeu, França, Bélgica, Espanha, Noruega, Inglaterra e Suíça mantêm o continente como maioria. Argentina representa a América do Sul e Marrocos carrega a esperança africana que encantou o planeta no torneio passado. Entre os classificados, quatro já levantaram a taça – França, Espanha, Inglaterra e Argentina –, enquanto os demais sonham com um título inédito.
O primeiro duelo coloca frente a frente franceses e marroquinos em Boston, reeditando a semifinal do último Mundial, vencida pelos atuais campeões por 2 a 0. A rivalidade ganhou elementos extracampos durante a semana. Na entrevista coletiva da véspera, jornalistas marroquinos reclamaram de não terem oportunidade de questionar o técnico Didier Deschamps, que, contrariando a organização, concordou em estender o encontro para mais uma pergunta. Apesar do desconforto, o treinador mantém o favoritismo de sua equipe, que vem de jogo duro contra o Paraguai nas oitavas.
Marrocos, por sua vez, já surpreendeu ao complicar o Brasil logo na estreia e ao eliminar a Holanda, reforçando o discurso de que não tem nada a perder. A seleção aposta na solvência defensiva de Romain Saïss e nos contragolpes conduzidos por Hakim Ziyech para tentar repetir a façanha de voltar ao Top-4.
Em Los Angeles, Bélgica e Espanha medem forças na sexta-feira, às 16h. Os belgas confiam na geração de Kevin De Bruyne, que brilha em sua provável última Copa, enquanto os espanhóis buscam repetir o domínio de posse que os levou ao topo em 2010. No sábado, duas partidas fecham a fase: Noruega x Inglaterra às 18h em Miami e, mais tarde, Suíça x Argentina às 22h em Kansas City. A equipe inglesa chega animada com a pontaria de Harry Kane, e os escandinavos contam com Erling Haaland, artilheiro do torneio até aqui, para tentar conter a histórica frieza britânica em mata-matas. Já os suíços encaram a missão de segurar Lionel Messi, que persegue o bicampeonato mundial em sua despedida dos gramados internacionais.
Sem as camisas pesadas de outrora, o cenário oferece enredos inéditos: a Bélgica não alcança uma semifinal desde 2018; a Noruega jamais passou das quartas; a Suíça bateu seu teto histórico ao chegar a esta etapa; Marrocos quer igualar ou superar a campanha épica do Catar; e a França sonha em juntar-se ao seleto grupo que já ergueu três troféus.
Confira a agenda das quartas de final (horários de Brasília):
• Marrocos x França – quinta-feira, 17h – Boston
• Bélgica x Espanha – sexta-feira, 16h – Los Angeles
• Noruega x Inglaterra – sábado, 18h – Miami
• Suíça x Argentina – sábado, 22h – Kansas City
Com favoritos tradicionais já eliminados, o Mundial de 2026 entra em sua reta decisiva prometendo emoção máxima e, talvez, um campeão inédito. Os próximos dias dirão quem seguirá vivo na corrida pela taça mais cobiçada do planeta.
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