O novo levantamento da Quacquarelli Symonds (QS), divulgado nesta terça-feira (21), confirma que a cidade de São Paulo continua entre os destinos acadêmicos mais bem avaliados do planeta. A capital paulista subiu uma colocação em relação à edição anterior e passou a ocupar o 100º lugar, posição que compartilha com Brighton, no Reino Unido. A pontuação geral alcançada foi de 60,2 pontos em uma escala que considera cinco critérios principais.
No recorte por indicadores, o desempenho paulistano variou. Em “Opinião dos alunos”, a nota foi de 29,9 pontos, o que colocou a cidade na 131ª posição global nesse item. Já em “Composição do corpo discente”, que avalia diversidade e proporção de estudantes internacionais, foram 40,1 pontos, resultando no 135º lugar. O maior destaque veio em “Atividade das empresas empregadoras”, com 73,9 pontos e a 42ª colocação, refletindo o peso econômico da metrópole brasileira. Nos quesitos “Atratividade” e “Acessibilidade financeira”, São Paulo registrou 39,4 e 60,6 pontos, ocupando as posições 132ª e 46ª, respectivamente.
A QS chama atenção para o fato de a capital concentrar universidades classificadas entre as melhores do mundo em diferentes rankings, como USP, Unesp, Unifesp e PUC-SP. Além disso, descreve o município como polo cultural e financeiro do país, atributos que fortalecem a oferta de oportunidades profissionais para recém-graduados.
“Seus dois maiores pontos fortes como destino de estudos são sua posição de destaque na economia latino-americana, com muitas oportunidades de emprego para graduados, e seu custo de vida acessível em comparação com outras cidades universitárias”
Outro aspecto ressaltado é a diversidade étnica herdada dos fluxos migratórios, visível na gastronomia, na cena artística e nos museus espalhados pelos bairros centrais e periféricos. Pontos turísticos como o Mercado Municipal são citados como exemplo da variedade culinária acessível a moradores e visitantes.
Na edição 2027, o topo da lista ficou com duas capitais asiáticas: Seul (Coreia do Sul) e Tóquio (Japão). Na sequência, aparecem Londres (Reino Unido); Melbourne (Austrália); e Munique (Alemanha), que empatou com Sydney (Austrália). Completam o grupo das dez melhores quatro cidades europeias: Paris (França), Berlim (Alemanha), Viena (Áustria) e Zurique (Suíça).
O ranking QS de cidades para estudantes considera fatores acadêmicos, de empregabilidade, qualidade de vida e custo financeiro. Para especialistas em educação consultados pela empresa, a melhora de São Paulo indica avanço gradual na atração de talentos internacionais, embora ainda haja desafios na área de moradia estudantil e mobilidade urbana.
Ao manter-se entre as 100 primeiras colocadas, a maior metrópole brasileira reforça seu papel no cenário universitário global. A expectativa de instituições locais é que a visibilidade obtenha reflexo na captação de alunos estrangeiros e em novas parcerias de pesquisa.
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