A CBF confirmou lesão muscular na coxa direita do atacante Raphinha neste sábado. O jogador inicia protocolo intensivo de fisioterapia, e prazo de retorno segue indefinido.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, na manhã deste sábado (20/06), que o atacante Raphinha sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa direita. O diagnóstico foi obtido após exame de imagem realizado logo cedo, em continuidade à avaliação clínica que havia começado na noite de sexta-feira (19).
De acordo com o departamento médico da Seleção, o camisa 11 seguirá um protocolo de tratamento intensivo, com sessões diárias de fisioterapia, monitoramento por ultrassom e carga controlada de exercícios. O prazo oficial para retorno ainda não foi informado, mas o histórico recente do atleta gera preocupação entre comissão técnica e torcedores.
“O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível”, destacou a nota divulgada pela CBF.
Raphinha se machucou quando ainda restavam 18 minutos para o fim do primeiro tempo da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, jogo válido pela fase de grupos da Copa do Mundo. O treinador optou por Rayan para completar a partida, e o placar foi construído ainda na etapa inicial, com dois gols de Matheus Cunha e um de Vinícius Júnior.
O infortúnio reacende o tema das recorrentes contusões do ponta-esquerda. Desde setembro do ano passado, esta é a quarta lesão na mesma coxa. A última havia ocorrido em 26 de março, durante o amistoso em que o Brasil perdeu por 2 a 1 para a França. Naquela ocasião, o atleta do Barcelona ficou 34 dias fora de combate. Se o período de recuperação se repetir, o camisa 11 ficaria de fora do restante da competição – e, pelo regulamento, a Seleção não poderia chamar um substituto.
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Companheiros demonstraram solidariedade logo após o apito final. Autor de um gol e eleito o melhor em campo, Vinícius Júnior admitiu preocupação:
“Uma pena o Rapha ter saído machucado. Acho que foi a mesma lesão da última vez. A gente fica muito triste por isso. Espero que não seja nada grave e que ele possa seguir com a gente.”
O meia Lucas Paquetá, responsável pela assistência ao gol de Vini, reforçou o coro de apoio:
“Ele está um pouco abatido, a gente espera que não seja nada demais, que seja o menos pior, porque é um jogador muito importante, e contamos muito com ele.”
Enquanto aguarda a evolução clínica, a comissão técnica avalia alternativas táticas para suprir a ausência do ponta. Rayan, que entrou bem contra o Haiti, e Rodrygo, que atuou aberto em jogos anteriores, são as opções mais cotadas para iniciar a próxima partida, marcada para terça-feira (23).
A Seleção volta aos treinos neste domingo (21), já sem Raphinha em campo. As atividades serão focadas em ajustes ofensivos e bolas paradas, aspectos que o técnico considera cruciais para manter a equipe na liderança do grupo.
Apesar do contratempo, o clima do elenco permanece confiante. Jogadores e comissão acreditam que o protocolo acelerado de recuperação pode permitir, ao menos, a presença de Raphinha em fases mais avançadas do torneio, caso o Brasil confirme a classificação.
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