O futebol segue movimentando cifras impressionantes em 2026. A revista Forbes divulgou no fim de maio o levantamento anual que aponta os clubes mais valiosos do planeta e, pelo quinto ano consecutivo, o Real Madrid aparece no topo. A equipe espanhola foi avaliada em US$ 9,5 bilhões, montante que reforça a distância financeira para os demais concorrentes e consolida a instituição como a marca esportiva de maior peso no mundo.
Além de dominar dentro de campo, os merengues registraram a maior receita já aferida por um clube de qualquer modalidade: US$ 1,265 bilhão na última temporada. O número ultrapassa, inclusive, o faturamento do Dallas Cowboys, tradicional potência da NFL, e mostra a força global da camisa branca. Parte expressiva dessa bonança se deve à modernização do estádio Santiago Bernabéu, agora transformado em complexo multiuso que recebe jogos, shows e eventos corporativos em ritmo constante.
A Forbes destaca que o Real Madrid ampliou seu valor de mercado em 41% em relação ao estudo anterior, aberto graças a novos patrocínios e ao turismo esportivo crescente na capital espanhola. Com a renovação estrutural e a manutenção de um dos elencos mais midiáticos do futebol, o clube abriu folga estimada em US$ 2 bilhões sobre o segundo colocado.
Nesta edição, o Barcelona retomou terreno e subiu para a vice-liderança do ranking. Mesmo atravessando ajustes financeiros, os catalães alcançaram avaliação de US$ 7,5 bilhões, impulsionados por sua imensa base de torcedores e pelas recentes reestruturações administrativas. O Manchester United completa o pódio com US$ 7,2 bilhões.
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A lista reforça o domínio europeu no topo da pirâmide, mas também evidencia a força da Premier League. Seis clubes ingleses aparecem entre os dez primeiros — Liverpool, Manchester City, Arsenal, Chelsea e Tottenham — graças a contratos recordes de direitos de transmissão e ao apelo global da liga.
O Paris Saint-Germain (US$ 5,8 bilhões) e o Bayern de Munique (US$ 5,7 bilhões) representam França e Alemanha, respectivamente. Os números provam que, além do desempenho esportivo, a capacidade de se posicionar como plataforma de entretenimento é determinante para multiplicar receitas.
Fora da Europa, o mercado norte-americano apresenta avanço consistente. Sete franquias da MLS já figuram entre as 30 mais valiosas, cenário impulsionado por investimentos privados robustos e pela chegada de estrelas internacionais. O Inter Miami, avaliado em US$ 1,35 bilhão, exemplifica a nova fase do futebol nos Estados Unidos, especialmente às vésperas da Copa do Mundo da América do Norte.
Ao analisar o relatório, especialistas indicam que a tendência é de crescimento contínuo: contratos de streaming, expansão de academias e experiências digitais devem inflar ainda mais as avaliações nos próximos anos. Em um ambiente onde paixão e negócios caminham lado a lado, quem melhor capitaliza o engajamento da torcida amplia a vantagem competitiva — dentro e fora das quatro linhas.
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