O Republicanos, legenda que abriga o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ainda não bateu o martelo sobre qual posição adotará na eleição presidencial. O dilema gira em torno de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou permanecer neutro no pleito que se avizinha. Enquanto a aliança com o PL já está sacramentada em território paulista, onde as duas siglas caminham juntas pela reeleição de Tarcísio, no restante do país o tabuleiro segue indefinido.
Dirigentes do partido apontam que a decisão nacional somente deve ser formalizada na convenção marcada para agosto. Até lá, as negociações continuarão influenciadas por pendências locais, sobretudo em estados estratégicos como Minas Gerais. Nessas unidades da federação, acordos regionais estão em fase de costura e podem alterar o rumo da deliberação nacional.
Interlocutores próximos às tratativas descartam qualquer entendimento com o PT, que chegou a sinalizar aproximação.
“Não há possibilidade de fechamento com o PT”, ressaltam integrantes da cúpula partidária.
Hoje, portanto, restam duas saídas principais sobre a mesa: abraçar a candidatura de Flávio Bolsonaro ou optar pela neutralidade.
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O termômetro das conversas indica pouca evolução nos últimos meses. O encontro mais significativo ocorreu no início do ano, quando representantes do Republicanos se reuniram com Flávio Bolsonaro. A partir dessa conversa, porém, não houve novos desdobramentos concretos. Fontes internas atribuem a pausa à necessidade de alinhar palanques estaduais antes de selar qualquer pacto nacional.
Mesmo sem definição, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas apareceram juntos em diversos compromissos públicos. Nesta terça-feira (23), ambos circularam pela Feira Agropecuária de Presidente Prudente, no interior paulista. No sábado anterior (20), prestigiaram o lançamento da pré-candidatura de André do Prado ao Senado. Dias antes, dividiram o palco da Marcha para Jesus. As agendas, no entanto, não foram suficientes para dissipar a percepção, entre aliados do senador, de que Tarcísio tem se mostrado reticente em mergulhar na campanha presidencial.
Do lado do governador, auxiliares argumentam que a prioridade segue sendo a gestão paulista. A equipe dedica-se a percorrer o interior do estado e a acelerar entregas de obras e programas antes das limitações impostas pelo calendário eleitoral. Esse foco regional, justificam, explicaria o engajamento mais moderado no debate nacional.
Enquanto a janela da convenção não se fecha, caciques do Republicanos monitoram pesquisas, cenários estaduais e a movimentação de seus quadros. A sigla avalia que a cautela pode render mais capital político, sobretudo se o jogo eleitoral ganhar novas peças nas próximas semanas. Até lá, PL e Republicanos mantêm sintonia em São Paulo, mas deixam em aberto a equação para o resto do Brasil.
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