Em uma recepção realizada HOJE, 07/07, o pré-candidato ao Senado Rodrigo Valadares reforçou a estratégia de formar um bloco único da direita sergipana para as eleições de 2026. O encontro, que contou com a presença do vereador carioca Carlos Bolsonaro, serviu de vitrine para apresentar novas legendas que, segundo Valadares, passam a integrar a coalizão.
O deputado estadual revelou que, além do grupo que chama de “puro sangue”, a articulação agora inclui Podemos, Partido Novo e outras siglas que permanecem em diálogo avançado. Para ele, a expansão demonstra que há espaço para uma agenda conservadora consistente no estado.
“Estamos recebendo adesões importantes. Isso mostra que o eleitor sergipano quer uma alternativa firme de oposição ao presidente Lula”, declarou.
Durante a conversa com jornalistas, Valadares fez questão de recordar as manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro em Sergipe, entre elas as carreatas que mobilizaram milhares de veículos nos municípios de Aracaju, Itabaiana e Lagarto. Ele destacou que esses episódios sinalizaram a força do bolsonarismo local e anteciparam o atual momento de rearranjo partidário.
Questionado sobre a participação da família Bolsonaro na campanha, o pré-candidato foi enfático:
“Muitas pessoas dizem que, de cada dez palavras que saem da minha boca, onze são Bolsonaro. Então vão ser doze, treze, quatorze, vinte e duas vezes Bolsonaro”, respondeu, arrancando risos do público.
Valadares ainda citou o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro como articuladores imprescindíveis. Ele acredita que os três irmãos ajudarão a solidificar uma bancada afinada com a pauta liberal-conservadora no Congresso, caso o pai volte a ocupar cargos de destaque na política nacional.
Mesmo sob críticas de opositores que o acusam de personalizar demais o debate, o parlamentar sustenta que a estratégia fortalece sua base. Segundo ele, a fase do “puro sangue” — sigla usada para denominar candidatos filiados ao antigo partido de Jair Bolsonaro — ficou para trás após mudanças na legislação eleitoral e na dinâmica das alianças estaduais.
Nos bastidores, dirigentes estaduais do Podemos e do Partido Novo confirmaram que conversas foram abertas para discutir chapas proporcionais, mas preferiram não antecipar nomes. A expectativa é que os acordos sejam formalizados até o fim do segundo semestre, prazo limite para filiações visando 2026.
Analistas locais apontam que a movimentação liderada por Valadares pode redesenhar o tabuleiro eleitoral. Caso confirme a coligação, o bloco deverá enfrentar, de um lado, a base governista alinhada ao presidente Lula e, de outro, partidos de centro que ainda medem forças para decidir rumo.
Para o pré-candidato, porém, o principal desafio será manter o diálogo entre legendas que, apesar de convergir em pautas econômicas, divergem em temas de costumes. A solução, ele diz, virá de um programa enxuto com compromissos mínimos que garantam coesão.
“Bolsonaro nunca ficará só em Sergipe”, resumiu, confiante.
Com o calendário eleitoral ainda distante, a união anunciada HOJE representa apenas o primeiro passo. As negociações prometem ganhar intensidade nos próximos meses, quando serão definidos candidatos a deputado federal, estadual e suplências para o Senado.
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