O mercado paulista de trabalho registrou uma marca histórica: em 2025, 7,4 milhões de pessoas com ensino superior estavam empregadas, volume 75% maior que o observado em 2012. O avanço, divulgado pelo governo estadual a partir de levantamentos do IBGE, consolida São Paulo como a unidade da Federação com o maior contingente de mão de obra graduada.
A presença de profissionais com diploma não cresceu apenas em números absolutos. A participação desse grupo chegou a 30% do total de ocupados no estado, superando a média nacional de 24% e fixando o maior índice paulista desde o início da série histórica, em 2012.
O salto quantitativo coincidiu com melhora qualitativa. A taxa de desemprego entre os graduados caiu para 3,1% em 2025, menor patamar em 12 anos e inferior aos 5% verificados na população economicamente ativa em geral. Em valores absolutos, 240 mil pessoas com curso superior procuravam colocação no período, volume que não era visto desde 2014.
Os rendimentos confirmam o diferencial de formação. O salário médio de quem concluiu a universidade alcançou R$ 7.669 em 2025, 10% acima da média brasileira para o mesmo nível de instrução (R$ 7.001). Dentro do próprio estado, a comparação evidencia o peso do diploma: profissionais com ensino médio receberam, em média, R$ 2.997 — diferença de 156% —, enquanto trabalhadores com fundamental completo ficaram em R$ 2.400, 220% a menos.
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A escolaridade também se reflete na formalização dos vínculos. Apenas 17,8% dos graduados atuavam de forma informal, o menor índice entre todos os graus de instrução e o patamar mais baixo para esse grupo desde 2019. No recorte geral, a informalidade atingiu 29% dos ocupados; em âmbito nacional, chegou a 38,1%.
Para ampliar o acesso a oportunidades, o governo paulista mantém iniciativas de apoio. Plataformas digitais de cadastro de currículos, postos físicos de intermediação de mão de obra e programas gratuitos de qualificação — presenciais, online e até em unidades móveis — seguem disponíveis a quem busca o primeiro emprego, recolocação ou transição de carreira.
Os cursos oferecidos abordam desde competências técnicas em tecnologia e inteligência artificial até capacitação em gastronomia, beleza e moda, com formações específicas voltadas a públicos como jovens iniciantes e mulheres empreendedoras. Segundo a administração estadual, a meta é alinhar a oferta de trabalhadores qualificados às exigências de um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico.
Especialistas avaliam que a combinação de maior escolaridade, salários mais altos e contratos formais fortalece o consumo, gera arrecadação e cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento. A expectativa é que, mantido o ritmo de expansão, o estado alcance em breve a marca de um terço da força de trabalho formada por universitários, reforçando sua posição de liderança econômica no país.
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