O São Paulo anunciou neste sábado a saída de Rui Costa, executivo de futebol desde 2021. A decisão ocorre em meio a cobranças por resultados e promete mudanças no comando tricolor.
O São Paulo Futebol Clube comunicou, neste sábado (20), a saída de Rui Costa do cargo de executivo de futebol. O dirigente estava no posto desde 2021 e deixou o MorumBis em meio a um clima de forte cobrança interna e externa pelos resultados obtidos na temporada.
“O clube agradece ao profissional pelos anos de dedicação e deseja êxitos na sequência de sua carreira.”
A nota sucinta divulgada nas redes sociais do Tricolor não detalhou os motivos da decisão nem apontou quem assumirá a função. Mesmo assim, nos bastidores já se falava em mudanças desde abril, quando torcedores foram ao CT da Barra Funda exigir a saída de Rui Costa após a derrota por 2 a 1 para o Vasco, pelo Brasileirão. Na ocasião, o protesto também teve como alvo o presidente do clube, Harry Massis, que continua convivendo com críticas constantes.
A demissão ocorre no início do período de intertemporada. O elenco retomou os treinos com foco na preparação para o retorno do Campeonato Brasileiro. O primeiro compromisso após a Copa do Mundo está marcado para 22 de julho, contra o Athletico-PR, no MorumBis. Até lá, a diretoria pretende definir o substituto de Rui Costa e anunciar uma nova estrutura responsável pelo futebol profissional.
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A pressão sobre o ex-executivo ganhou força depois da saída do técnico Hernán Crespo. A troca por Roger Machado não produziu o efeito esperado: a equipe oscilou, perdeu a liderança da Série A e agora ocupa a oitava posição. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil para o Juventude foi o ponto de ruptura que determinou a queda de Roger e, por consequência, fragilizou ainda mais a posição de Rui Costa.
Com Dorival Júnior no comando técnico, o desafio passa a ser recolocar o time entre os primeiros colocados e manter a estabilidade nos bastidores. O treinador gaúcho, conhecido por sua capacidade de reconstruir elencos, terá de trabalhar em sintonia com a futura diretoria de futebol para definir contratações, saídas e o planejamento do segundo semestre.
Em paralelo, conselheiros já falam em uma ampla reformulação administrativa. Além da escolha do novo executivo, o clube pode revisar processos de análise de desempenho, captação de atletas e integração da base ao profissional. A curto prazo, porém, a prioridade é estancar a sequência de resultados negativos e reaproximar a torcida, cuja insatisfação tem se tornado cada vez mais barulhenta dentro e fora do estádio.
Sem um nome definido para o cargo, dirigentes trabalham com várias possibilidades, desde profissionais experientes do mercado nacional até uma solução caseira, promovendo alguém que já atue no MorumBis. Enquanto isso, Rui Costa, que acumula passagens por Grêmio, Atlético-MG e Chapecoense, deixa o Tricolor tentando preservar a imagem de gestor que ajudou na transição financeira do clube, mas não resistiu à exigência de títulos.
O cenário expõe a urgência por resultados que marquem positivamente o ano são-paulino. A chegada do novo executivo, portanto, será decisiva para traçar o rumo do São Paulo na sequência de 2026. O relógio já começou a contar.
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