A Confederação Brasileira de Futebol confirmou nesta segunda-feira (29) que o meio-campista Lucas Paquetá sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda durante a vitória do Brasil sobre o Japão, válida pela segunda fase da Copa do Mundo. O problema foi detectado por exame de imagem feito logo após o apito final, ainda nas dependências do estádio, e imediatamente comunicado à comissão técnica.
De acordo com o corpo médico, o diagnóstico apontou “ferimento no músculo na parte de trás da coxa esquerda”, condição que exige atenção especial para evitar complicações. A entidade detalhou que o jogador iniciou protocolo de recuperação que inclui fisioterapia intensiva, sessões de crioterapia e fortalecimento progressivo. A duração do processo vai depender da resposta clínica do atleta, mas ainda não há prazo oficial para o retorno aos gramados.
Paquetá, que atua pelo Flamengo e se firmou como peça-chave na armação da Seleção, deixou o campo sentindo dores na etapa final da partida contra os japoneses. O técnico já precisou queimar uma substituição forçada, fato que reabriu a discussão sobre o desgaste físico provocado pela maratona de jogos do torneio mundial.
Apesar da cautela, a comissão técnica destacou que pretende manter o jogador no grupo durante a fase de tratamento, apostando no convívio diário com os companheiros como fator motivacional. O fisioterapeuta responsável frisou que cada dia será determinante para medir evolução, realizar novos testes de força e ajustar cargas de treinamento.
O departamento de comunicação reiterou que as informações serão atualizadas somente quando houver mudança significativa no quadro. Até lá, o foco permanece em acelerar a cicatrização sem precipitar o retorno. Caso o camisa 8 não atinja os índices de performance exigidos, alternativa estudada será promover mudanças táticas, adiantando um volante ou dando oportunidade a um meio-campista mais jovem.
O episódio reacendeu o debate sobre a quantidade de minutos disputados por atletas que atuam em clubes e seleções simultaneamente. Especialistas consultados lembram que lesões de músculo posterior de coxa são comuns em períodos de alta exigência física, principalmente quando viagens longas e intervalos curtos de descanso fazem parte da rotina.
Enquanto o Brasil projeta o próximo compromisso da Copa, torcedores inundaram as redes sociais com mensagens de apoio a Paquetá. A esperança é de que a rápida resposta do departamento médico permita sua participação na sequência decisiva da competição, ainda que não exista garantia oficial.
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