Em preparação para o duelo das oitavas de final da Copa do Mundo, marcado para o próximo domingo (05/07) em East Rutherford, Nova Jersey, a Seleção Brasileira dedicou boa parte do trabalho desta sexta-feira (03/07) à neutralização do poderoso jogo aéreo da Noruega, liderado por Erling Haaland. O centroavante do Manchester City já balançou as redes cinco vezes neste Mundial, apenas um gol atrás dos artilheiros Lionel Messi e Kylian Mbappé, que possuem um jogo a mais.
Matheus Cunha explicou que a comissão técnica intensificou os exercícios defensivos voltados às bolas paradas: cortes de escanteio, posicionamento em faltas laterais e simulações de cruzamentos longos. O atacante de 1,83 m é um dos jogadores apontados para a marcação individual em lances de bola aérea, ao lado de Rayan (1,91 m), Danilo (1,84 m), Marquinhos (1,83 m) e Gabriel Magalhães (1,90 m).
“A gente dedicou, sim, boa parte do treino para organizar a defesa, sabendo que eles têm uma arma muito forte, principalmente nas bolas paradas”, relatou Cunha, atacante do Manchester United.
O desafio é real: Haaland mede 1,95 m, um centímetro a menos que o companheiro Alexander Sorloth, também atacante. Na zaga, Kristoffer Ajer eleva a média norueguesa com 1,98 m de altura. Apesar disso, Cunha mantém o discurso confiante.
“Já enfrentei o Haaland em clássicos de Manchester e nos tempos de Bundesliga. Sei onde posso ganhar duelos aéreos”, afirmou o brasileiro de 27 anos, lembrando ainda do meia Martin Ødegaard — que, segundo ele, “também merece atenção”.
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Outra notícia que animou o ambiente canarinho é a volta de Raphinha às atividades com o grupo. O atacante do Barcelona lesionou a coxa direita em 19 de junho, na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, e vinha treinando separado. Hoje, foi aplaudido pelos companheiros ao pisar no gramado do complexo Columbia Park, em Morristown, onde os termômetros marcaram 36 °C.
“É difícil falar em favoritismo. A confiança ajuda, mas precisamos provar dentro de campo”, ponderou Cunha, lembrando que o Brasil jamais venceu a Noruega em confrontos oficiais (duas derrotas e dois empates).
A Confederação Brasileira de Futebol ainda não confirma se Raphinha será relacionado para o confronto de domingo. O técnico Carlo Ancelotti deverá testar formações nas próximas 48 h, enquanto monitora a recuperação do ponta. No departamento médico segue Lucas Paquetá, fora por lesão muscular na coxa esquerda durante o embate contra o Japão. Segundo a comissão, o meia só tem chance de retorno caso a equipe alcance a final em 19 de julho.
Nos 15 minutos de treino abertos à imprensa, o clima foi descontraído, com exercícios de ativação muscular e a tradicional roda de “bobinho”. Depois, a parte tática ocorreu com portões fechados. A expectativa é de um Brasil atento à estatura rival, reforçado pela experiência de enfrentamentos anteriores de seus atletas na Premier League e na Bundesliga.
Com defesa ajustada, ataque em ritmo de recuperação e a perspectiva do retorno de uma peça importante, a Seleção entra nos últimos ajustes para tentar quebrar o tabu histórico diante dos noruegueses e continuar viva na busca pelo sexto troféu mundial.
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