Em janeiro de 2026, o Estado de Sergipe deu um passo significativo na saúde pública ao retomar o serviço de transplante renal com doador falecido, após 13 anos sem essa prática. Além disso, o Estado iniciou, de forma inédita, a realização de transplantes hepáticos, ampliando a complexidade da rede estadual de saúde.
Os primeiros transplantes hepáticos na história de Sergipe ocorreram em maio, na Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (FBHC), através do Sistema Único de Saúde (SUS). Os avanços são frutos de um contrato firmado entre o governo estadual e a FBHC, que contempla um investimento anual superior a R$ 241 milhões, assegurando a realização de transplantes de rim e fígado, além de outros atendimentos de alta complexidade.
A retomada e implantação destes serviços trazem nova esperança para pacientes renais e hepáticos crônicos, que agora não precisarão mais viajar para outros estados em busca de tratamento. O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, enfatizou que essa iniciativa representa um marco histórico para a saúde pública em Sergipe.
“Estamos consolidando uma nova realidade para os pacientes que aguardam por esses procedimentos. Agora, os sergipanos passam a ter acesso a transplantes de alta complexidade no próprio estado, próximos de suas famílias e da sua rede de apoio”, disse Mitermayer.
Desde o início do serviço na rede pública, em janeiro de 2026, já foram realizados 23 transplantes, sendo 20 renais e três hepáticos. O coordenador da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE), Benito Fernandez, destacou a importância da retomada dos transplantes de rim.
“O retorno dos transplantes de rim no estado é um importante marco para a saúde pública de Sergipe, pois possibilitou aos pacientes hipossuficientes a oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida”, afirmou Fernandez.
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O mecânico aracajuano Edson Lincoln de Albuquerque, de 63 anos, foi um dos primeiros beneficiados com o transplante hepático. Para ele, o procedimento representa uma nova chance de vida.
“Me sinto privilegiado e abençoado por Deus. Sou muito grato à família que aceitou a doação de órgãos e à equipe do Hospital de Cirurgia”, declarou Edson.
Outro paciente, o carpinteiro Guilherme Gomes, de 39 anos, também expressou sua satisfação com o transplante renal. Após três anos de hemodiálise, ele finalmente conseguiu realizar o procedimento na rede pública.
“Desde que eu fiz o transplante, minha vida já mudou muito. A maior felicidade é saber que não preciso mais depender da máquina de hemodiálise”, relatou Guilherme.
A doação de órgãos em Sergipe é um processo que requer autorização familiar, mesmo que o desejo do doador tenha sido manifestado em vida. Dados da CET/SE indicam que, entre janeiro e junho de 2026, Sergipe já contabilizou 31 doadores, com um aumento de 25,81% em relação ao ano anterior. Este crescimento é fruto das ações de conscientização sobre a importância da doação de órgãos.










Fonte: Saúde – Sergipe
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