O eleitorado de Pernambuco já sabe quem vai encontrar na urna eletrônica em 4 de outubro. Sete candidatos registraram suas chapas para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas e concorrem ao cargo de governador nas eleições deste ano. Segundo dados oficiais, o estado contabiliza 7.225.744 votantes em situação regular.
O perfil do eleitorado mostra leve predominância feminina: 54% são mulheres, enquanto 46% são homens. Entre quem informou cor ou raça, 62,34% declararam-se pardos, 26,28% brancos, 9,27% pretos, 1,69% indígenas e 0,41% amarelos.
O calendário eleitoral mantém o primeiro turno em 4 de outubro, ocasião em que pernambucanos vão escolher representantes para deputado federal, deputado estadual, duas vagas no Senado, além de governador, vice-governador, presidente e vice-presidente da República. Se nenhum concorrente ao governo estadual alcançar mais de 50% dos votos válidos — excluídos brancos e nulos —, os dois mais bem colocados retornam às urnas em 25 de outubro para o segundo turno, mesma regra aplicada à eleição presidencial.
Em conversas internas, articuladores das campanhas avaliam que o tempo curto de rádio e TV exigirá estratégias mais presenciais. Já analistas políticos projetam cenário indefinido, ressaltando que o voto no estado costuma se consolidar nas últimas semanas.
Candidatos ao governo de Pernambuco
- Guilherme Fonseca – Guilherme Fonseca (PSTU)
- Ivan Moraes – Ivan Vasconcellos de Moraes Filho (PSOL)
- João Campos – João Henrique de Andrade Lima Campos (PSB)
- Professora Camila – Maria Camila da Silva Falcão (UP)
- Raquel Lyra – Raquel Teixeira Lyra Lucena (PSD)
- Renan – Renan Lucio Sant Anna Hallais (Missão)
- Victor Assis – Victor Assis da Silva (PCO)
O nome dos candidatos seguirá essa ordem alfabética na urna eletrônica, atendendo às regras do Tribunal Regional Eleitoral. Todos apresentam programas de governo protocolados, que variam de propostas para saúde e segurança pública a planos de desenvolvimento regional.
Para o cientista político consultado por veículos locais, a fragmentação de candidaturas tende a levar a decisão final para o segundo turno:
Há perfis ideológicos bem distintos e eleitorados específicos. O desafio de cada campanha é ultrapassar a barreira dos 20% até a reta final.
Enquanto isso, equipes de marketing intensificam agendas no interior do estado, onde está parte expressiva do eleitorado. Dados da Justiça Eleitoral apontam que mais de 60% dos pernambucanos aptos a votar residem fora da Região Metropolitana do Recife, reforçando a importância dos deslocamentos.
Com a proximidade da votação, o TRE reforça orientações sobre documentação: basta apresentar título eleitoral físico ou no aplicativo e um documento oficial com foto. Quem perdeu o prazo de regularização não poderá votar neste pleito.
As campanhas seguem atentas também à nova regulamentação de propaganda digital. Publicações com desinformação poderão ser retiradas do ar mediante decisão judicial expedita. Fiscalização se estende às plataformas de vídeo curto, transmissões ao vivo e aplicativos de troca de mensagens.
Nos próximos dias, os postulantes participam de debates televisivos e sabatinas em rádios e portais de notícias. A expectativa, segundo organizadores, é que esses encontros coloquem em evidência temas como mobilidade, geração de empregos e educação em tempo integral.
Com o cronômetro eleitoral correndo, eleitores têm pouco mais de uma semana para avaliar currículos, históricos e propostas antes de definir o voto que definirá quem administrará Pernambuco a partir de janeiro do próximo ano.
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