Um sobrado de dois andares desabou por volta das 23h25 da terça-feira, 23 de junho, na Rua Engenheiro Costa Ourique, no bairro do Cangaíba, zona leste da capital paulista. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente após moradores vizinhos relatarem um estrondo seguido de nuvem de poeira. Quando as equipes chegaram, constataram que parte da estrutura frontal havia cedido, soterrando três pessoas que se encontravam no interior do imóvel.
De acordo com os bombeiros, 11 viaturas e cerca de 30 agentes participaram da operação de resgate. Um homem foi retirado dos escombros em parada cardiorrespiratória; apesar das tentativas de reanimação, o óbito foi declarado ainda no local. As outras duas vítimas, também adultas, foram socorridas com vida. A primeira sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento ambulatorial. A segunda apresentou lesão na perna, foi imobilizada e encaminhada ao Pronto-Socorro Planalto, onde passou por avaliação ortopédica.
A Defesa Civil municipal realizou vistoria técnica preliminar assim que o resgate foi concluído e interditou o imóvel, classificando-o como de risco estrutural iminente. Técnicos do órgão informaram que as causas do colapso estrutural ainda serão investigadas. Entre as hipóteses avaliadas estão sobrecarga nos pavimentos superiores, infiltrações prolongadas e possíveis reformas irregulares.
O endereço funcionava como habitação coletiva, com subdivisões internas para locação de quartos. Segundo a Coordenação de Pronto Atendimento Social (CPAS), 37 pessoas — incluindo crianças — residiam no local. Todas foram cadastradas pela assistência social e receberão abrigo temporário em unidades da rede municipal até a conclusão dos laudos de engenharia e definição de moradia definitiva.
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A Subprefeitura da Penha marcou nova inspeção para quarta-feira, 24 de junho, quando engenheiros deverão avaliar a extensão dos danos e checar se construções vizinhas foram afetadas pelo impacto do desabamento. Caso seja confirmado risco em edificações contíguas, novas interdições podem ocorrer.
Especialistas em engenharia civil lembram que construções antigas ou adaptadas para uso coletivo exigem manutenção constante, cálculo atualizado de carga e acompanhamento técnico profissional. Vistorias regulares, reforço de fundações e correção de infiltrações estão entre as medidas que reduzem a probabilidade de tragédias semelhantes.
O Corpo de Bombeiros reforça que sinais como rachaduras, estalos recorrentes, portas que empenam de forma repentina e pisos com desnível podem indicar instabilidade estrutural. Ao notar qualquer irregularidade, a orientação é acionar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199 ou os próprios bombeiros pelo 193.
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