HOJE, 05/07, os moradores de Guam e das Ilhas Marianas do Norte vivem momentos de tensão diante da aproximação do supertufão Bavi. Classificado pelo Serviço Meteorológico Nacional (NWS) dos Estados Unidos como “muito perigoso”, o sistema apresenta ventos sustentados de 260 km/h — força equivalente a um furacão de categoria 5 — e rajadas que podem alcançar 315 km/h. A previsão é de que o olho da tempestade passe pelas ilhas nas primeiras horas de segunda-feira, 06/07, mantendo as comunidades em estado de alerta máximo.
Os meteorologistas alertam para a possibilidade de danos “catastróficos”. O NWS antecipa chuvas torrenciais, inundações costeiras e ondas de até 10,7 metros, o que deve tornar as condições marítimas “extremamente perigosas”.
No arquipélago das Ilhas Marianas do Norte vivem cerca de 40 mil pessoas, enquanto Guam abriga aproximadamente 170 mil habitantes. Ambos os territórios ainda se recuperam do supertufão Sinlaku, que, em abril, deixou dezenas de milhares sem energia elétrica, derrubou árvores e arrancou telhados.
“Vou para um hotel. Tenho uma casa de concreto, mas com o barulho e o vento é assustador”
A declaração é do motorista de ônibus Derma Soaladaob, de 51 anos, que decidiu abandonar a própria residência até a passagem do fenômeno. Ele é apenas um dos milhares de residentes que procuram abrigo mais seguro.
Equipes da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) reforçam os preparativos. O centro de distribuição em Guam já dispõe de 1,1 milhão de litros de água potável, 1,2 milhão de refeições prontas, 6.700 camas e 90 geradores, itens que podem ser mobilizados rapidamente caso a infraestrutura local seja comprometida.
Cinco abrigos instalados em escolas estão abertos e podem receber até 1.900 pessoas, priorizando moradores de construções vulneráveis. Nas ruas, o clima é de urgência: longas filas se formam diante dos postos de combustível em Saipan, capital das Marianas do Norte, enquanto prateleiras de compensado, mantimentos e água mineral se esvaziam rapidamente nos supermercados.
A preocupação com fenômenos extremos ganhou novo destaque na última sexta-feira, 03/07, quando a Organização Meteorológica Mundial confirmou o início do El Niño no Pacífico tropical. O aquecimento anormal das águas pode alterar padrões de vento e chuva em escala global, potencializando ciclones na região. Mesmo sem ligação direta imediata, o anúncio reforça o alerta de cientistas para uma temporada mais intensa de tempestades.
Com o avanço de Bavi, autoridades locais pedem que a população conclua as últimas medidas de segurança, permaneça em locais protegidos e acompanhe atualizações oficiais. A expectativa é de que as próximas 24 horas sejam decisivas para avaliar o impacto do supertufão sobre as ilhas.
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