A Polícia Federal apreendeu, nesta terça-feira (21), três automóveis de alto padrão atribuídos a Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado na investigação como o “Careca do INSS”. A medida integra uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A ordem de busca e apreensão foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a corporação, o objetivo é
“descapitalizar”
um dos nomes considerados centrais no suposto grupo criminoso. O inquérito apura possíveis práticas de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação e dilapidação de patrimônio.Os agentes descobriram os veículos em vagas privativas de um edifício no Distrito Federal. Imagens divulgadas pela corporação mostram a remoção de uma BMW M5, um Audi R8 V10 e um Chevrolet Opala Diplomata, clássico valorizado por colecionadores.
Esta não é a primeira investida contra o patrimônio do investigado. Em março deste ano, o ministro André Mendonça havia autorizado o leilão de carros e motocicletas já apreendidos no âmbito da mesma operação, avaliados em aproximadamente R$ 6,6 milhões.
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A defesa de Antonio Carlos Camilo Antunes encaminhou nota em que relata ter informado ao STF, em outubro de 2025, a existência dos veículos que ainda não haviam sido recolhidos, apesar da decisão que determinava o sequestro dos bens.
A defesa sustenta que a informação foi prestada espontaneamente nos autos e aguarda o regular andamento do processo.
De acordo com a investigação, o esquema monitorado pela Polícia Federal teria causado prejuízos significativos a aposentados e pensionistas em todo o país. Conforme a corporação, descontos eram inseridos sem autorização dos beneficiários, gerando lucro aos envolvidos e comprometendo a renda mensal de quem depende do benefício.
Além da busca e apreensão desta terça-feira, a Operação Sem Desconto reúne outras frentes de investigação em diferentes estados. Os inquéritos examinam movimentações financeiras, fluxos de dinheiro em contas ligadas a empresas de fachada e aquisição de bens de luxo que, segundo a PF, seriam incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
Todos os itens recolhidos permanecem sob custódia judicial até nova decisão. O processo tramita em segredo de justiça.

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