Um homem apontado pela Polícia Militar como um dos envolvidos no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), morreu na noite de quarta-feira (1º) após uma troca de tiros com a própria corporação, na zona leste da capital paulista.
De acordo com o 5º Batalhão de Choque, equipes se deslocaram ao bairro de Guaianases depois de receberem denúncia que ligava o suspeito ao crime registrado no sábado (27). Quando os agentes tentaram fazer a abordagem, o homem teria reagido e disparado contra os policiais. Os militares revidaram; ele foi baleado, socorrido a uma unidade de saúde da região e não resistiu aos ferimentos. A ocorrência ficou a cargo do 68º Distrito Policial, no Lageado.
“A eventual participação do homem na tentativa de homicídio praticada contra o oficial da Polícia Militar será objeto de investigação por parte da polícia judiciária”, informou a corporação em nota.
O atentado que motivou a caçada policial ocorreu na Avenida Guido Aliberti, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Pimentel, de 36 anos, aguardava o sinal abrir sobre sua motocicleta quando dois criminosos, também de moto, pararam ao lado e dispararam diversas vezes. Ferido no tórax e no abdômen, o tenente recebeu os primeiros socorros de uma equipe do Corpo de Bombeiros e foi removido de helicóptero para o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde segue internado na UTI.
No domingo (28), investigadores prenderam temporariamente dois homens suspeitos de fornecer apoio logístico aos atiradores — dupla que permanece foragida. Na quarta-feira, a Polícia Civil informou ter identificado o autor dos disparos, mas não divulgou o nome para não comprometer as diligências em curso.
Durante entrevista coletiva, o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, classificou o ataque como “premeditado” e reforçou que o trabalho integrado entre PM e Polícia Civil continua.
“As apurações indicam que um dos envolvidos monitorava a rotina familiar do tenente havia cerca de três meses”, detalhou o secretário.
Relatórios internos citados pelos investigadores descrevem uma operação sofisticada, que envolveu ao menos três veículos adicionais para dar cobertura, facilitar a fuga e ocultar vestígios. O caso está sob responsabilidade do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Corregedoria da PM.
Além da gravidade do atentado, o episódio ganhou repercussão por envolver o irmão mais velho de Eloá Pimentel, vítima de um sequestro que se estendeu por mais de cem horas em 2008 e marcou a história policial do Estado. A família volta a enfrentar a tensão de acompanhar, em tempo real, a luta de Ronickson pela recuperação.
Neste momento, as autoridades mantêm buscas para localizar quem efetuou os disparos e qualquer outro participante da ação criminosa. Quem tiver informações pode recorrer, de forma anônima, ao Disque-Denúncia 181.
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