Um homem de 41 anos foi preso HOJE, terça-feira (23), pela Polícia Civil de Minas Gerais, suspeito de invadir a residência de Henrique Vorcaro, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e levar artigos de alto valor. Entre os itens recuperados pela corporação está um relógio de luxo estimado em R$ 1 milhão.
De acordo com investigadores, a ação criminosa aconteceu ainda pela manhã, quando o intruso teria escalado o muro da casa situada em um condomínio de alto padrão no bairro Jardim Canadá. Câmeras de segurança registraram a movimentação e auxiliaram os policiais a localizar o suspeito poucas horas depois, já em Belo Horizonte.
Os agentes do 1º Departamento da Polícia Civil montaram uma operação de cerco e o capturaram em flagrante. Com ele foram encontrados, além do relógio, joias, calçados de grife e acessórios que somam valor expressivo. A corporação informou que o inquérito foi instaurado imediatamente para apurar o caso.
“Os bens localizados foram restituídos às vítimas”, ressaltou a nota oficial divulgada pela assessoria de comunicação da Polícia Civil.
A residência pertence a Henrique Vorcaro, empresário do setor financeiro e pai de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Ambos são alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a existência de um braço violento responsável por intimidar adversários ligados ao grupo.
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Henrique encontra-se preso preventivamente por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, medida ratificada pela Segunda Turma da Corte. Os autos apontam que ele teria coordenado atividades consideradas ilícitas dentro da organização. A defesa nega qualquer envolvimento em práticas criminosas.
Segundo a delegada responsável, a prisão do invasor ajuda a reforçar a tese de que a residência foi visada não apenas pelo patrimônio, mas também pela exposição pública recente da família. “Seguiremos apurando se há coautores ou receptadores interessados no material subtraído”, acrescentou.
Após prestar depoimento, o detido foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deve responder por furto qualificado, cuja pena pode chegar a oito anos de reclusão, além de multa. O relógio e os demais objetos serão submetidos a perícia para confirmação de autenticidade e avaliação detalhada.
Moradores do condomínio, em entrevistas à imprensa, relataram preocupação com a segurança e disseram que pretendem reforçar controles de acesso. A administração do local comunicou que irá revisar o sistema de monitoramento.
O caso segue sob investigação, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.
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