A duas semanas do evento marcado para a próxima quarta-feira, dia 1º, em Brasília, Michelle Bolsonaro permanece em silêncio sobre se atenderá ou não ao convite feito pelo senador Flávio Bolsonaro para um encontro com mulheres conservadoras. A reunião foi anunciada após um atrito público entre os dois, e, desde então, aliados aguardam um sinal da ex-primeira-dama.
Organizadores informam que o encontro foi pensado para debater propostas direcionadas ao público feminino que se identifica com pautas da direita. A expectativa inicial prevê a participação de 30 a 40 lideranças femininas, incluindo parlamentares, empresárias, advogadas e influenciadoras digitais.
“O diálogo precisa prevalecer. Estamos de portas abertas e acreditamos na união em torno de um projeto que valorize as mulheres conservadoras”,
disse Flávio Bolsonaro em vídeo publicado na quinta-feira (25). No mesmo pronunciamento, o senador reiterou que o convite a Michelle continua em vigor e ressaltou que considera a presença dela estratégica para fortalecer a articulação com o eleitorado feminino.
Interlocutores próximos à ex-primeira-dama relatam que, até o momento, não houve resposta formal. Apesar disso, a equipe de Flávio mantém a programação intacta, reservando espaço na agenda para que Michelle se manifeste até a véspera do encontro.
O desgaste entre os dois ganhou repercussão nacional após trocas de mensagens em redes sociais que expuseram divergências. Nenhum dos lados detalhou publicamente as causas do desentendimento, mas ambos reconhecem que a tensão dificultou a construção de uma agenda conjunta.
Nos bastidores, integrantes da campanha que trabalha para ampliar a representação feminina em chapas municipais afirmam que, caso Michelle aceite o convite, o gesto poderá funcionar como termômetro de unidade interna. Por outro lado, uma ausência seria interpretada como sinal de que a reconciliação ainda demanda novas conversas.
Até esta sexta-feira (28), assessores próximos aos convocados estavam empenhados em garantir uma logística que permita transmissões on-line para simpatizantes de outros estados. A linha-mestra do evento será a apresentação de diretrizes sobre segurança pública, políticas de apoio à maternidade e ações de empreendedorismo voltadas a mulheres.
Enquanto a incerteza sobre a participação de Michelle se prolonga, lideranças convidadas mantêm o compromisso de comparecer, avaliando que o fórum poderá se tornar um marco para alinhar discursos e delinear estratégias eleitorais para 2026. O impasse, contudo, adiciona expectativa extra a um encontro que já nasce cercado de simbolismo político.
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